<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796</id><updated>2012-02-16T13:05:00.584-08:00</updated><category term='Volta Marco'/><title type='text'>Desce otra!</title><subtitle type='html'>Conversas não-lineares em formato de rascunho</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>51</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-4419339672675206234</id><published>2011-06-15T06:11:00.000-07:00</published><updated>2011-06-15T06:21:31.574-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Volta Marco'/><title type='text'>Está vivoooo</title><content type='html'>A partir de hoje, este blog está ressuscitado. Mais de um ano se passou desde o último post e de lá pra cá muita coisa aconteceu, o que significa que teremos muitos assuntos a tratar.&lt;br /&gt;Neste meio tempo criei outros blogs e os deixei de lado com a mesma cara de pau de sempre. Decidi voltar a este porque foi o único que consegui, durante algum tempo pelo menos, manter uma certa regularidade. &lt;br /&gt;Nada mais a acrescentar por enquanto. Este primeiro dia será de edição, revisitarei os posts antigos e sairei corrigindo textos como um louco, tirando defeitos aqui e ali. Como me conheço, vou mudar bastante coisa.&lt;br /&gt;Amanhã, se tudo der certo, voltamos à ativa!&lt;br /&gt;Desçam outras que assunto não falta!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-4419339672675206234?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/4419339672675206234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=4419339672675206234' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/4419339672675206234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/4419339672675206234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2011/06/esta-vivoooo.html' title='Está vivoooo'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-8075058353424948638</id><published>2010-02-05T11:51:00.000-08:00</published><updated>2010-02-06T10:38:17.928-08:00</updated><title type='text'>Os assaltos</title><content type='html'>Apesar de viver em São Paulo, cidade com um dos índices de criminalidade mais altos do Brasil, nunca tive uma arma apontada para a minha cabeça, e os poucos assaltos que sofri foram provavelmente uma completa perda de tempo para os ladrões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antigo morador do bairro de São Mateus - conhecido como um dos mais violentos da cidade - com cara de vitima por vocação (baixinho, gordinho, branquinho e com cara de tonto), eu convivi desde pequeno com o perigo iminente de sofrer um assalto. Porém, poucas vezes isso aconteceu, três, para ser mais exato.&lt;br /&gt;Na primeira delas, eu voltava da padaria em um domingo à tarde. Tinha pedido dinheiro ao meu pai para comprar sorvete para mim e para os meus primos e na volta da padaria fui abordado por dois rapazes de 18 anos, que me abraçaram e vieram perguntando “Sabe onde mora o Manuel?” “Não sei”, respondi com um pouco de receio. “Não sabe onde mora o Manuel?” “Não, sério ‘veio’”, respondi, em uma parca tentativa de parecer mais malandro do que a minha aparência frágil e infanto-obesa sugeria. Antes da terminar de perguntar a terceira vez onde era a casa do Manuel, um deles me encostou na parede e falou “CADE O DINHEIRO?” Quase cagando nas calças eu respondi que tinha acabado de gastar na padaria compando os sorvetes. Para não sair de mãos abanando, acabaram levando dois Chicabons e até o meu Galak meio chupado. &lt;br /&gt;Pelo menos, quando cheguei em casa meu pai deu mais dinheiro para comprar outros sorvetes, e foi comigo para evitar que a cena ridícula voltasse a acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente anos depois eu voltaria a ser abordado. Com cerca de 13 anos e pouca experiência com ônibus, acabei passando o ponto do shopping para o qual me encaminhava, afim de encontrar meu pai. Desci em uma parte mais escura, margeando um terreno baldio, margeando um muro alto, há mais ou menos 200 metros do shopping. No meio do caminho avistei dois homens, ambos aparentando entre 25 e trinta anos e razoavelmente bem vestidos (uma vez que estavam perto do shopping Aricanduva e ninguém por ali está mais bem vestido que “razoavelmente”). Por algum motivo pressenti que ia dar merda, então coloquei a touca da minha jaqueta na cabeça afim de parecer mais malandro e continuei caminhando. Mais uma vez traído pela minha forma obesa e baixinha, fui abordado pela dupla. “É um assalto!”, falaram e eu levantei o braço, achando que essa era uma resposta-padrão para a frase. “Abaixa o braço, ta louco?” Eu abaixei. “Cadê o celular?” Eu não tinha. “Cadê o relógio?” Eu não gostava de usar (aliás, não uso até hoje). “Dá a carteira!” Eu dei. Ele abriu, fuçou, revirou e então percebeu que eu não tinha um centavo. Só tinha pegado um passe de ônibus em casa para me encontrar com meu pai, ele iria pagar o Mcdonald´s” Para não dizer que saíram sem nada, os meliantes conseguiram subtrair cerca de 70 centavos do bolsinho de moedas da carteira, e me devolveram a carteira velha e rasgada, que eu praticamente peguei do lixo quando meu pai comprou uma nova pra ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última e mais patética de todas aconteceu um dia durante a volta da escola. Tinha acabado de ganhar um boné novo do meu pai, da “Da Hui”, marca de Surf que era “da hora” na época. Descendo a rua que dava acesso à minha casa, passei por um grupo de adolescentes. Comecei a andar mais rápido, mas não muito, para não dar na cara que eu estava com medo. Eles começaram a andar mais rápido ainda e me abordaram. “Eae mano, da hora essa bombeta hein?”. Já com medo daquela conversa respondi “É, né?”. Em um surto de ironia ele perguntou. “Quer trocar pelo meu?” O objeto da troca em questão era um boné amarelo, daqueles de espuma, escrito “COVAS GOVERNADOR”. Óbvio que eu não queria trocar, e em um rompante de coragem falei “Não cara, valeu, esse aqui foi presente do meu pai, se eu trocar ele embaça”. Eis que o desgraçado fala ‘Ta bom, se não quer trocar, eu fico com os dois” e tirou o boné da minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desci minha rua me sentindo humilhado por ter perdido o boné, um fraco por não ter oferecido o mínimo de resistência &lt;br /&gt;E um burro, por não ter aceitado o boné do Covas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-8075058353424948638?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/8075058353424948638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=8075058353424948638' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/8075058353424948638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/8075058353424948638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2010/02/os-assaltos.html' title='Os assaltos'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-3987659700264442668</id><published>2009-02-18T06:59:00.000-08:00</published><updated>2009-02-18T07:00:04.848-08:00</updated><title type='text'>Sonho de jornalista</title><content type='html'>Em uma conversa de redação, conta o editor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Sonhei essa noite que estava em uma casa de praia e tive informações de que ratos enormes estavam rondando o local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Mas você chegou a vê-los?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não, só tive informações!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-3987659700264442668?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/3987659700264442668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=3987659700264442668' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/3987659700264442668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/3987659700264442668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2009/02/sonho-de-jornalista.html' title='Sonho de jornalista'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-6522949676235788314</id><published>2009-02-02T09:57:00.000-08:00</published><updated>2009-02-02T09:58:56.015-08:00</updated><title type='text'>A tatuagem</title><content type='html'>_Nossa, o que é essa sua tatuagem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Um Xamã!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Ahn?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Os Xamãs são lideres espirituais e médicos de algumas tribos originadas na Sibéria, ele é responsável por curar os doentes e por conduzir os rituais, onde entra em transe para invocar os espíritos da natureza para ajudar a superar as dificuldades da tribo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Hum... Que legal! Então é tipo um índio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_É um índio, mas é o sacerdote, líder espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Entendi, legal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia, outra pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ E essa tatuagem ae? É um dragão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não...rs... É um Xamã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Que isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Ah, é o líder espiritual e médico de algumas tribos, cura os doentes, dá conselhos e tal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Ah, da hora, é um índio então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_É sim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Da hora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dias depois, outra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Orra, bem louca essa tatoo hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Opa, valeu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_O que é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Um índio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Ah, legal!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-6522949676235788314?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/6522949676235788314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=6522949676235788314' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/6522949676235788314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/6522949676235788314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2009/02/tatuagem.html' title='A tatuagem'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-5230582911601963685</id><published>2009-01-28T13:25:00.000-08:00</published><updated>2009-01-28T13:46:30.604-08:00</updated><title type='text'>Até agora a pouco</title><content type='html'>Em pouco mais de um ano e dois meses de vida - exatos 436 dias - este blog teve 50 posts, recebeu 2180 visitações (uma média de cinco por dia), 67 comentários e passou por duas mudanças de layout.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, até agora a pouco, Não-lineares continuava escrito errado no subtítulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haja!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDPXkC3o8I/AAAAAAAAAE8/WYCpZk4FuJM/s1600-h/n%C3%A3o+lineares.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDPXkC3o8I/AAAAAAAAAE8/WYCpZk4FuJM/s320/n%C3%A3o+lineares.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296461165507355586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-5230582911601963685?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/5230582911601963685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=5230582911601963685' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/5230582911601963685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/5230582911601963685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2009/01/ate-agora-pouco.html' title='Até agora a pouco'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDPXkC3o8I/AAAAAAAAAE8/WYCpZk4FuJM/s72-c/n%C3%A3o+lineares.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-7530101224072273989</id><published>2009-01-28T12:11:00.000-08:00</published><updated>2009-01-28T13:57:25.423-08:00</updated><title type='text'>Poupasaco</title><content type='html'>O texto abaixo deve ter sido o maior que eu já escrevi para esse blog, mas é proporcional à minha indignação com relação a esse sistema imbecil que rege o Poupatempo Sé. Ouvi dizer que outros Poupatempos, em outras cidades, funcionam bem, provavelmente devido à menor demanda. Isso de maneira nenhuma exime a responsabilidade da administração do posto da Sé, o primeiro a ser construido, o maior, e com certeza um dos mais mal administrados do sistema. No meu caso, só pude buscar a CNH no outro dia, por conta do atraso no meu trabalho. Se pretendesse esperar, teria que ter passado mais de nove horas sentado ou andando que nem barata tonta de um lado para o outro, com certeza bem menos que os três dias que demoravam para se tirar um RG antigamente, mas ainda assim bastante tempo, muito mais do que o prometido no site.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que na minha próxima renovação, já tenham pensado no Poupasaco, que atenderá àqueles que não têm paciência para serem feitos de otário no Poupatempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou isso ou eu desisto de dirigir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-7530101224072273989?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/7530101224072273989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=7530101224072273989' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/7530101224072273989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/7530101224072273989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2009/01/poupasaco.html' title='Poupasaco'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-5339010835268224329</id><published>2009-01-28T12:10:00.000-08:00</published><updated>2009-01-28T12:11:22.920-08:00</updated><title type='text'>Poupa Tempo!</title><content type='html'>Em São Paulo, criaram um orgão público chamado “Poupatempo”, tudo junto mesmo, que consiste em um local onde pode-se tirar (ou renovar) documentos de todo tipo com rapidez - segundo o site da instituição, uma renovação de CNH demora cerca de quatro horas para ficar pronta - e conforto. Se baseando nessa premissa, você acorda às sete da manhã, para chegar cedo, ser liberado cedo e seguir para o seu trabalho com o minimo de atraso possível.&lt;br /&gt;Quando pega o ônibus, já começa a se arrepender, antes de terminar a sua rua, já tem gente saindo pelas janelas, de tão lotado. Como você só descerá no ponto final, se espreme em um canto onde não atrapalha a passagem e deixa o coletivo seguir seu rumo. 40 minutos depois chega ao metrô e o caos já se mostra desde a catraca. No terceiro trem você embarca, se espreme no meio do corredor e espera pela chegada da estação Brás, o clímax. Nessa estação, nesse horário, rumo ao centro, uma manada de pessoas tenta entrar ao mesmo tempo no trem, atropelando umas as outras e amassando todas as que estiverem no caminho. Incrivelmente, algumas delas conseguem inclusive feder, mesmo sendo apenas oito da manhã. Quando chega à estação Sé, você nem se mexe, pois a manada que entrou no Brás, agora quer descer, e você apenas deixa a maré te levar. Saindo da estação, você segue pelos túneis e sai próximo ao Poupatempo, quando um rapaz te aborda e começa a perguntar de tudo, temendo um assalto você dá cinco passos velozes na direção oposta e olha para trás, ele sem entender nada pergunta se é para renovar a CNH, você responde que sim, ele pergunta se tem foto, você não tem, e ele pede que você o siga até um cara com uma máquina digital de 5MP e impressora, que mal deixa você se sentar, tira sua foto de qualquer jeito, imprime, corta, cobra 12 reais e te entrega uma dúzia de fotos mal-feitas. Saindo de lá cocê até sente saudades da época em que japonesinhas simpáticas tiravam suas fotos 3x4 na “ótica”, arrumavam seus cabelos, vinham levantar seu queixo e brigavam quando você sorria, para no final a foto ficar uma merda e você agradecer do mesmo jeito, só pela preocupação dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tirada a foto, o mesmo rapaz que te aliciou em frente ao Poupatempo pergunta se você já tem exame médico, diz que se deixar para fazer lá vai demorar muito mais. Convencido, você segue para o local que ele indicou. Dois lances de escada depois, chega ao “Consultório”, com uma moça e uma menina digitando freneticamente. Antes que você possa dizer alguma coisa ela dispara: “Carteira vencida, RG e comprovante de endereço”. Você responde que não tem mais RG e pergunta se a sua CNH vencida pode servir como documento de identificação. “Não”, ela  responde e fala que você não vai conseguir renovar sem o RG. Meio de saco cheio pela fala de educação dela, você responde que não importa e que vai tentar do mesmo jeito, entrega os documentos, ela começa a digitar e a gritar todas as informações, como se você estivesse do outro lado da rua, para que você confirme, pede que você coloque o dedo três vezes no aparelho de captação de impressões digitais “Aperta, solta, aperta, solta, aperta, solta”, manda que você preencha o questionário da ficha e espere na fila para ser atendido pela médica. Seu nome não será anunciado como em um consultório comum, então tem que prestar atenção ma pessoa que estiver à sua frente durante a “chamada oral” da moça do computador para entrar no consultório logo após a saída dela. Ao entrar, uma mulher de 50 e poucos anos pega a sua ficha e pergunta se você usa óculos, você responde que não, e ela manda que você leia o que está escrito dentro do aparelho ao lado dela. Na maior cara-de-pau do mundo você chuta o que está escrito, pois não lê nada e ela volta a perguntar pelos óculos, você diz que nunca usou. Mais uma vez ela pede que você tente ler, mais um insucesso. Então ela manda que você vá ao oftalmologista urgentemente, pois desacredita que você consiga ler legendas no cinema, pois está quase cego. Porém, coloca “apto” no seu resultado e você pode seguir em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando ao Poupatempo, você já vê uma enorme fila formada, mas fica sabendo que é para tirar RG. Ainda se perguntando porque tanta gente resolveu tirar RG no mesmo dia, você procura o Detran, que fica na parte de trás do prédio, ou “Praça Azul”.Lá existem duas filas, uma média e outra imensa. Como já era de se prever, a sua é a imensa, com cerca de 50 pessoas na sua frente. Um rapaz com crachá do Detran passa por cada um da fila e confere os documentos. 10 minutos depois de ter entrado na fila, ele chega em você, diz que está faltando seu RG. Você pergunta se não tem problema dar entrada sem ter o RG, usando a CNH como documento de identificação. “Problema nenhum”, ele responde. Antes de poder comemorar sua vitória sobre a idiota do consultório, ele te  diz que faltam as xerox da CNH e do comprovante de endereço. Se sentindo um perfeito idiota, você sai da fila, da “Praça Azul”, dá a volta no prédio e chega ao guichê das Xerox, onde uma fila média já está formada. Na rua, você pagaria 10 centavos em uma cópia, lá são 40. “Sem problemas”, você pensa, “são só R$ 1,20”, espera cerca de 15 minutos, tira as Xerox, dá a volta no prédio e volta ao fim da fila do Detran. 10 minutos depois, o mesmo rapaz pede para checar seus documentos, e mais uma vez diz que falta o RG. Achando que é algum tipo de gozação você dá um sorriso e diz que ele já te deu essa informação, mas que tinha dito que poderia usar sua habilitação vencida como documento de identificação. “Ah, sem problemas”, ele responde, de novo. Ainda meio atordoado com a cena bizarra que acabara de se passar, o jeito é aguardar que os dois guichês atendam as 40 pessoas à sua frente.&lt;br /&gt;Como em toda fila, sempre existem os pequenos desentendimentos entre aqueles que estão com pressa demais e os que estão com pressa de menos. São sempre discussões idiotas, pois ambos vão ter e esperar do mesmo jeito. Nesse dia em especial, os apressados eram uma moça de uns 40 anos acompanhada de um pós-adolescente-possivelmente-homosexual, e os com pressa de menos eram dois jovens namorados que provavelmente sairiam dali para a academia, ou para um episódio de Malhação, sei lá... Enfim, o fato é que uma vez que a fila anda, o casal de namorados continua no lugar, trocando caricias e beijinhos. Somente depois de um bom espaço aberto entre eles e a pessoa da frente que eles percebem, para então percorrerem o caminho e voltarem a se abraçar. Até aí, nada de irregular, até que eles repetem o ciclo pela terceira vez. Na quarta vez que a fila abre um espaço não percorrido pelos pombinhos, o pós-adolescente-possivelmente-homosexual (que a partir de agora chamarei de PAPH) grita, assustando todo mundo “AAAAAAAAAAAAAAANNNNDAAAAAAA MINHA FILHAAAAAAAAAA” (aos homosexuais que lerem, me desculpem, mas alguns de vocês tem maneiras pouco discretas de mostrar sua indignação). Metade do pessoal da fila começa a rir, a moça de 40 anos dá algumas risadinhas discretas e um tapinha no braço do PAPH, que se sente encorajado pela platéia e começa a bradar em alto e bom som coisas como “AI, EU FICO REVOLTADO COM GENTE SEM NOÇÃO”. Só para contrariar, ou mais desatento do que nunca, o casal deixa a fila andar mais uma vez, dessa vez um bom pedaço. Irritado pela afronta, o PAPH vai passando pelas pessoas da fila pisando duro, de encontro ao casal, dá um cutucão no ombro do rapaz (que deve ter cerca de 1,95 e  passar 10 horas por dia na academia) e fala “OLHA, NÃO SEI SE VOCÊS VIRAM, MAS A FILA ANDOU”. Pronto, era o que faltava. Revoltada, a namorada do rapaz manda o PAPH se foder e disse que ele era muito folgado, “Quem é você pra vir me cutucar” e começaram a discutir. Dois minutos depois, o bombado finalmente consegue processar a informação de que alguém estava discutindo com a sua namorada e não diz nada, só dá uma encarada tão feia para o PAPH que qualquer mortal na faixa dos 1,70 de altura e com algum juízo cagaria nas calças. Sem demonstrar medo, o PAPH faz uma caretinha engraçada de desprezo para o burtamontes, resmunga algo como “Humpf” e faz o caminho de volta para o seu lugar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divertido pela cena que acabou de presenciar, você aguarda que as outras cinco pessoas à sua frente entreguem os documentos no guichê e quando chega a sua vez, surpresa: A fila era apenas para conferência de documentos (!!!!), coisa que um dos funcionários já fizera duas vezes antes durante a fila. Achando o procedimento ridículo, você entrega os documentos para a moça do guichê, que diz que está faltando o RG. Pela quarta vez no dia você diz a alguém que não tem o RG e pergunta novamente se poderia usar a CNH antiga como habilitação, ao que ela responde “Tudo bem”. Porra, se está tudo bem não ter, por que eles exigem?  Checados os documentos, ela te entrega uma senha, uma folha onde constam os documentos que você entregou, e te manda para o lado de fora da Praça Azul, para esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saindo da Praça Azul você encontra um lugar grande, cheio de bancos de madeira, lotado de gente. Se acomoda em um canto e fica esperando os números da sua sequência aparerem (lá os números são divididos entre letras, tipo B5052, C130, H457 e por aí vai...), o seu era o B6584. Passam números com C, com H, com D...todas as letras possíveis. menos a B. Já descrente que vá aparecer, você decide sair de lá, mas quando está prestes a levantar, aparece B6512 na tela, incríveis 72 números na sua frente. Calculando rapidamente o tempo decorrido entre você entrar na sala e aparecer um número com a sequência B, multiplicado pelas 72 vezes que esse ciclo deveria se repetir, você deduz que só conseguirá renovar sua CNH quando os carros voarem e todos precisassem de Brevê, e ela for inútil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São mais de 11 horas da manhã e finalmente seu número aparece no visor. Você até considera a possibilidade de emoldurar aquela senha e colocar no seu quarto, para sempre se lembrar de como foi corajoso em aguentar aquela tortura, mas infelizmente é obrigado a entregá-la à moça da mesa. Uma vez sentado você entrega os documentos, ela pega a folha que a moça do guichê entregou, onde constam os documentos entregues e começa a fazer pequenos riscos de “checado” na frente. Mais uma vez alguém está conferindo os documentos, coisa que já fizeram três vezes. Dessa vez, antes que ela fale alguma coisa e você seja obrigado a socar a cara dela, você se adianta “Olha, eu não tenho RG, posso usar a CNH como documento de identificação?”, ao que ela obviamente responde: “Tudo bem”. Depois de conferir (de novo) o quê você entregou, ela te devolve os documentos junto a uma guia a ser paga no banco do próprio Poupatempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá chegando você percebe que a fila está imensa e pergunta a uma atendente se qualquer agência da “Nossa Caixa” aceita o pagamento, pois seria muito mais rápido andar da Praça da Sé até a Rua XV de Novembro e pagar na agência da “Nossa Caixa” que tem lá, quase sempre vazia. Ela responde que não, que aquela é a única agência que aceita pagamento das guias do Poupatempo. Achando uma idiotice sem tamanho você se dirige à fila... Mas é impedido de entrar nela. Para poder pegar a fila do Banco, você deve contornar o prédio, sair do Poupatempo e aguardar na rampa do lado de fora, onde serão distribuídas senhas para a fila. Lá, a fila para a senha que dará acesso à fila do banco está enorme e você se posiciona no último lugar. Cinco minutos depois, vê um rapaz, uns seis lugares atrás de você comentando com todo mundo da fila sobre a demora, fazendo piadas e chamando a atenção. Mais cinco minutos e uma moça passa entregando as senhas que darão acesso à fila do banco. Quando ela termina de entregar os papeizinhos, o funcionário da ponta solta o povo da fila e o que se vê é uma corrida desenfreada para a fila do banco, o que é uma babaquice, pois todos estão com senha. Depois de entrar no Poupatempo, contornar mais uma vez o prédio e chegar à fila do banco, você entrega o papel à funcionária e entra na fila. Até aí tudo bem, o grande problema é quando você olha para frente, uns 10 lugares, e vê o cara que estava cinco atrás de você na hora de pegar a senha. Nesse caso, três possibilidades são válidas: 1 - Você é um idiota, 2 - A funcionária da Nossa Caixa é uma anta que não sabe reconhecer números por ordem de grandeza ou 3 - Todo o sistema de senhas é uma grande imbecilidade. Antes que chegue ao meio do caminho você percebe que é a somatória das três, pois tem gente brigando na fila com gente que furou o lugar e a anta da funcionária está deixando qualquer um entrar na fila, mesmo sem ter saído para pegar senha. Decidido a acabar logo com aquilo, você segue calado e meia hora depois consegue pagar a guia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12:30, Com a guia paga e todos os documentos conferidos quatro vezes você se dirige ao guichê final, onde entrega tudo, a moça confere tudo (!!!), pega sua CNH antiga, carimba, te devolve suas xerox (se não precisava, pra que eu gastei R$ 1,20?), escreve algo nela e te devolve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o horário para retorno, 16:30. Dentro de quatro horas estará pronto, assim como prometido no site!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-5339010835268224329?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/5339010835268224329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=5339010835268224329' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/5339010835268224329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/5339010835268224329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2009/01/poupa-tempo.html' title='Poupa Tempo!'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-1470639612505913989</id><published>2009-01-20T06:28:00.000-08:00</published><updated>2009-01-20T06:34:08.457-08:00</updated><title type='text'>Noite do prazer</title><content type='html'>Li em uma matéria da Folha de S. Paulo que homens mais ricos dão mais prazer às mulheres na cama. Levando em consideração todos os trâmites burocráticos que permeiam uma relação sexual casual, a informação não me parece nenhuma novidade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A menos que o mancebo namore, e por esse motivo tenha um acesso menos restrito ao pote de ouro, conseguir uma boa noite de suadouro é uma tarefa desumana. Supondo que sua lista de contatos habituais conte com cerca de 300 pessoas, metade delas do sexo feminino - que no meu caso é o que procuro, preferências dos (as) leitores (as) à parte -, você terá cerca de 150 opções de passar uma boa noite no Motel. Matemática básica. Dessas 150, 80 provavelmente namoram e são relativamente fieis, 40 estarão incomunicáveis e 20 você já não conversa há algum tempo, o que anula a maioria das chances de conseguir uma resposta positiva para qualquer programa que exceda o cinema-McDonalds-beijos-no-portão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobraram dez possíveis companhias, e é aqui que a conta bancária faz a diferença, pois o prazer de uma mulher começa a ser medido no momento em que ela entra no carro. Se você não tem carro, pode cancelar pelo menos oito dos contatos restantes de cara, e feche a agenda, pois as outras duas provavelmente já arranjaram outro pobre do qual irão se lamentar no outro dia. Se tiver um automóvel (ou conseguir um emprestado), pode ter certeza que possívelmente arrumará uma companhia e que você já subiu na “escala de prazer”, deixando a companheira da noite um pouco excitada. Porém, a intensidade da excitação corresponde proporcionalmente à qualidade do carro. Um Fusca corresponde a uma carícia, apareça de Mercedes e ela terá o primeiro orgasmo da noite. A partir daí, você precisará de dinheiro, e não só para o dormitório com hidro, pois essa é a parte mais fácil e – acredite – menos custosa do certame. &lt;br /&gt;Para conseguir terminar essa noite bem, precisará de pelo menos fazer uma parada em um bar ou restaurante, para jogar algumas horas de conversa fora e não deixar a impressão de ser um cachorro no cio prestes a se agarrar à perna da moça, embora talvez não esteja longe disso, e quanto maior a fatura do cartão no restaurante (ou bar), mais você subirá na “escala de prazer” da noite, seguindo outra lógica quase matemática: McDonald´s a deixará apenas alimentada, um jantar romântico a deixará ainda mais a fim e uma churrascaria te deixará fora de combate. &lt;br /&gt;Por fim, escolha a dedo o local onde passar a noite. Para dar o maior prazer possível à sua escolhida, o local deve contar pelo menos com uma cama gigantesca, piscina com escorregador e teto que se abra para que o casal possa apreciar as estrelas. Seguindo por esse caminho, o prazer da sua parceira será garantido.&lt;br /&gt;Porém, com uma Mercedes, um belo jantar na churrascaria, um banho com piscina com direito a escorregador e dormir podendo olhar as estrelas, provavelmente você nem ligaria por passar uma noite sem sexo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-1470639612505913989?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/1470639612505913989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=1470639612505913989' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/1470639612505913989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/1470639612505913989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2009/01/noite-do-prazer.html' title='Noite do prazer'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-3714735738016107576</id><published>2008-12-11T18:36:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T18:37:48.140-08:00</updated><title type='text'>Quem gosta de buteco...</title><content type='html'>Sabe quando a cerveja está no ponto;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;prefere copo de vidro;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhece pelo menos cinco marcas de cachaça;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;conhece o dono e os garçons do bar que costuma freqüentar;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;arranha alguns acordes caso algum violão esteja à mão;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe conversar por horas com alguém sem perguntar o nome;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre esquece alguma coisa na mesa;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sempre ama a mulher errada, afinal, precisa de motivo para beber....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-3714735738016107576?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/3714735738016107576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=3714735738016107576' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/3714735738016107576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/3714735738016107576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2008/12/quem-gosta-de-buteco.html' title='Quem gosta de buteco...'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-911976559462293314</id><published>2008-11-30T17:34:00.001-08:00</published><updated>2008-11-30T17:35:20.778-08:00</updated><title type='text'>Dois registros</title><content type='html'>Mais uma vez você está naquela situação: No banheiro, pelado dentro do box, encarando um par de registros que brotam da parede e pensa “de novo...”. Hoje em dia até para tomar banho existe técnica. Como se não bastasse a dificuldade que você já passa no dia-a-dia para gravar nomes no celular, programar o rádio-relógio e ajustar a hora no microondas, a modernidade faz questão de te trazer chuveiros com dois registros, ou “ducha”, na linguagem dos mais frescos.&lt;br /&gt;Agora elas estão em todo lugar, desde motéis vagabundos de beira de estrada, até casas de milhões de reais em Alphaville, menos, é claro, na sua casa. No banheiro do seu apartamento de 70m² localizado na Zona Leste de São Paulo, o chuveiro tem apenas um registro e é dificílimo acertar o ponto ideal de abertura para um banho agradável. Se abrir meia volta do registro, a água já estará gelada; tem que abrir só um “cabelo”, a água vai ficar “pelando”. Para se tomar banho em um chuveiro assim, é necessário habilidade, uma vez que acertado o ponto ideal de temperatura, ele o mantém apenas por alguns minutos, para logo em seguida desligar e gelar de uma hora para a outra a água que cai nas suas costas. Para não dizer que não rola um aviso, ele deixa de fazer barulho, e esse é o momento em que você tem que saltar pra frente para sair do caminho da água, tentando não desequilibrar no chão molhado e se esborrachar. Porém, depois de anos de treino, os três ou quatro “saltos de desvio” por banho se tornam automáticos e você já nem se preocupa com esse detalhe. A ducha, porém, é um sistema diferente, e nem sempre padrão no que diz respeito ao acionamento. Na teoria, é sabido que uma das torneiras liberará a água quente e a outra a água fria e que a somatória das duas tornará o seu banho morno e agradável, mas ali na hora, qual escolher? Não adianta invocar qualquer conhecimento prévio em outras duchas, pois se na casa da sua avó a da esquerda é a quente, no motel da esquina pode ser a da direita. Tal qual uma “Porta da esperança” dos infernos, qualquer uma das opções irá te foder, e não adianta querer abrir as duas ao mesmo tempo, será impossível, pois você nasceu destro e não tem a mesma habilidade motora com a mão esquerda, que tem com a direita, além da óbvia posição que você ficaria ao tentar abrir os dois registros de uma só vez: Com as costas exatamente na direção da água, à mercê de qualquer falha técnica do sistema. Assim sendo, só lhe resta duas opções: Escolher um dos dois registros ou ir fedendo ao trabalho. Como a segunda opção é inviável, só lhe resta confiar nos seus instintos e esperar pelo melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso em mente, você escolhe abrir a fria primeiro, melhor aguentar alguns segundos de água gelada do que ver o couro das costas descer pelo ralo com a água fervente. O próximo passo é descobrir qual das duas é a torneira fria. Você olha fixamente para as duas, tentando achar algum sinal que denuncie qual é qual. Sinais “F” e “Q”, pontinhos azuis ou vermelhos no centro, enfim, qualquer coisa que lhe avise qual torneira é a que você quer abrir. Não há nada. Você então segura cada um dos registros em uma das mãos e tenta sentir a temperatura, imaginando que o registro da água quente estará (claro) mais quente. Nada! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já atrasado para o trabalho você decide arriscar, fica o mais longe possível da direção da água, estica o braço em direção ao registro da direita e vira de uma vez e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada acontece, tinham tirado a ducha, instalado um chuveiro e o outro registro que era o certo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-911976559462293314?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/911976559462293314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=911976559462293314' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/911976559462293314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/911976559462293314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2008/11/dois-registros.html' title='Dois registros'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-7277657124024425374</id><published>2008-11-25T10:33:00.000-08:00</published><updated>2008-11-25T10:48:21.178-08:00</updated><title type='text'>Inversão de Valores</title><content type='html'>20 – 10&lt;br /&gt;10 – 20&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é que é uma completa inversão de valores, o resto a gente atura….&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-7277657124024425374?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/7277657124024425374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=7277657124024425374' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/7277657124024425374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/7277657124024425374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2008/11/inverso-de-valores.html' title='Inversão de Valores'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-264579602220663990</id><published>2008-11-12T18:13:00.000-08:00</published><updated>2008-11-12T18:15:58.902-08:00</updated><title type='text'>Não serve pra nada!</title><content type='html'>Todo dia ele passava por aquela lavanderia de roupas à seco. Sempre achou que aquilo não servia para nada, tanto que dizia para si mesmo e para os outros: “Isso não serve para nada”. Dentro de um supermercado, que raios faria uma lavanderia? Ele mesmo, nem ninguém que ele jamais conhecera, nunca levou cuecas sujas para dentro de um supermercado. Na sua concepção, mercados eram feitos para se adquirir coisas, não lavar as que estavam sujas. Roupa suja se lava em casa, isso era no que acreditava! &lt;br /&gt;Porém, só o fato de aquele estabelecimento existir já era um incômodo. Como se não bastasse não servir para nada, ainda era mal localizado, pior até do que a revistaria de nome “News” (outro estabelecimento incômodo, pelo nome). Ficava ao lado dos caixas eletrônicos, de frente para uma parede, que não era bem uma parede, era meio madeirite, saca? &lt;br /&gt;Um dia, de long neck em punho ele procurava uma solução. Era cerveja argentina, sem tampa-rolha, daquelas que a gente gira e tira, e rasga a camiseta. Essa tinha que ser com abridor.&lt;br /&gt;Decidido a resolver o problema com a cerveja e o dilema da utilidade da lavanderia, para lá se dirigiu. Entrou, deu boa tarde e perguntou à morena que o recebeu com um sorriso: “Tem abridor?”. Estática a moça tenta absorver a pergunta, mastiga, não engole e torna: “Abridor?”. “É”, responde ele e levanta a garrafa à altura dos olhos da atendente. Visivelmente travada ela responde com o melhor sorriso que consegue inventar para uma pergunta como aquela “Não, desculpe”. Indignado ele nem responde, se vira, sai pisando duro e repetindo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sabia!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-264579602220663990?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/264579602220663990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=264579602220663990' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/264579602220663990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/264579602220663990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2008/11/no-serve-pra-nada.html' title='Não serve pra nada!'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-7056128926276729537</id><published>2008-11-08T13:01:00.001-08:00</published><updated>2008-11-08T13:25:09.043-08:00</updated><title type='text'>Paranóia</title><content type='html'>O que fala de você para o companheiro,  aquele homem sentado na calçada, sujo e com o rosto queimado de sol? Que teve mais sorte que ele na vida, que devia agradecer por onde dorme, pelo que come e pelo que veste? Ri da sua falta de liberdade? pelo seu trabalho em horário comercial e contas a pagar? O que fala de você aquele cara com quem você estudou na 3ª série, que cruza seu caminho?  Que foi uma grande amizade, que vai marcar uma cervejada com a velha turma, ou que apenas viu um rosto familiar na rua?&lt;br /&gt; E aquela menina que te paquerava no serviço, diria para a nova estagiária que você agora está mais bonito, que é alguém de sucesso, que ama o que faz? Talvez diga que deveria ter continuado na antiga faculdade, no antigo emprego, com as velhas amizades e velhos valores...&lt;br /&gt;O que fala de você para o garçom, o dono do boteco que você freqüenta? Que é um amigo que passou por lá para tomar uma cerveja, papear e comentar os últimos lances do último clássico no Pacaembú? Que é um bom cliente, que não tinha 50 reais na carteira para honrar as doses de uísque que tomou e pendurou na caderneta para acertar amanhã?&lt;br /&gt;Em uma balada na Vila Olímpia, o que dizem sobre você os amigos da sua menina, quando descobrem que você anda de ônibus, que usa tênis barato e que está com dinheiro contado para a noite? Que era um cara gente boa, engraçado e que esperam que apareça mais vezes, ou de que buraco uma menina tão bonita tirou um traste como este? E quanto àquela moça em roupas mínimas e maquiagem pesada, que circula por uma esquina do centro, contando os minutos para voltar para vida real? Diria para moça da outra esquina que você foi mais um cliente a se deitar na sua cama e se embebedar da sua luxúria ou que foi alguém especial, que ela quer conhecer melhor?&lt;br /&gt;O que fala de você para as amigas, aquela menina que te sorri quando não precisa, que se fecha quando indagada e que te beija inesperadamente?&lt;br /&gt;Provavelmente nada, você que anda paranóico...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-7056128926276729537?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/7056128926276729537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=7056128926276729537' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/7056128926276729537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/7056128926276729537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2008/11/significados.html' title='Paranóia'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-4322708331725817142</id><published>2008-11-07T08:30:00.000-08:00</published><updated>2008-11-07T08:32:53.522-08:00</updated><title type='text'>O fim</title><content type='html'>Naquele momento, os dois sabiam que não teria outra vez, mas estavam tranqüilos. Ela deu aquele sorriso de meio-lábio, quase um pedido de desculpas, mas não chegou a dizer. Ele apenas devolveu o gesto, coçou a cabeça (como sempre faz quando está nervoso) e deu um gole no conhaque, que de algum modo descia mais fácil do que aquela situação.&lt;br /&gt;Não importa quem fez o quê, quem deu o primeiro passo ou o último olhar. Depois daquela noite não haveria mais nada, não que antes houvesse, mas aqueles momentos eram decisivos. Dali para frente eles seriam outros, com muitos outros e outras, em outros tempos e locais, mas entre si, nunca mais.&lt;br /&gt;Na hora da despedida, os dois se abraçaram e ele pensou em pedir um beijo, mas desistiu...&lt;br /&gt;Às vezes é melhor deixar as coisas como estão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-4322708331725817142?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/4322708331725817142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=4322708331725817142' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/4322708331725817142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/4322708331725817142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2008/11/o-fim.html' title='O fim'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-6112050452110162271</id><published>2008-11-02T13:18:00.000-08:00</published><updated>2008-11-03T06:02:59.545-08:00</updated><title type='text'>copiado</title><content type='html'>Tenho dois blogs, como a maioria deve saber....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse trata de absolutamente nada e outro que trata da F1, minha grande paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez, fiquei em dúvida sobre onde postar esse comentário, pois era pessoal demais para ser colocado no &lt;a href="http://www.f1-09.blogspot.com"&gt;F1-09&lt;/a&gt;, e segmentado demais para por aqui. Decidi postar nos dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda estou triste pelo campeonato, e mais triste ainda de saber que só vou ter alguma emoção em Março do ano que vem....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enfim, F1 é assim, e amor não se escolhe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-6112050452110162271?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/6112050452110162271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=6112050452110162271' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/6112050452110162271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/6112050452110162271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2008/11/copiado.html' title='copiado'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-7859385020891749161</id><published>2008-11-02T13:17:00.000-08:00</published><updated>2008-11-02T13:18:20.621-08:00</updated><title type='text'>Emoção</title><content type='html'>Sempre estranhei quando meus amigos se emocionavam com futebol. Na verdade, nada nesse jogo nunca me pareceu muito correto. 20 caras correndo atrás de uma bola e mais dois tentando protegê-las para que não entrem em um espaço de poucos metros demarcado por tubos de metal sempre foi esquisito sob a minha ótica. Quando o Corinthians caiu para a Série B, um dos meus amigos passou mal fisicamente e tempos depois eu chamei aquilo de viadagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo que me conhece pelo menos um pouco, sabe que eu sou apaixonado por F1. Durante treinos classificatórios e corridas eu sempre grito e xingo conforme a situação se desenrola, mas todas as emoções nunca passaram do momento do lance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez para mostrar que não estou livre desse tipo de sofrimento, Deus fez com que Felipe Massa, piloto da Ferrari, chegasse à ultima corrida do campeonato com 7 pontos a menos do que Lewis Hamilton, da Mclaren, na disputa pelo campeonato mundial. Para ser campeão, Massa precisava terminar em primeiro e Hamilton em sexto, qualquer posição acima para o piloto da Mclaren, daria o título...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos treinos classificatórios. Massa fez a pole position, iria fazer o papel dele e largar na frente. Hamilton largaria em quarto, posição boa pra ele para conquistar o campeonato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minutos antes de começar, começa a chover em Interlagos e as equipes correm para trocar os pneus da galera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 15:10 começa a corrida, com algumas trocas de posições e abandonos. Por alguns momentos, Massa é o campeão virtual do mundo (virtual porquê não tinha acabado ainda), Hamilton em sexto. Passo mal a primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hamilton consegue a quinta colocação, que lhe daria o título e a partir desse momento eu achei que estava tudo terminado.....Ficaria feliz com a vitória do Felipe em casa e já era....Mas tiveram as últimas voltas....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou a chover, Massa estava em primeiro, com pneus intermediários, o que significa que somente um erro bobo ou falha de motor o tirariam da corrida. Faltando 3 voltas para o final, Sebastian Vettel começa a atacar Hamilton pela quinta posição. Desde que ele começou que eu vou com a cara desse alemão, e nunca torci tanto por uma ultrapassagem. Vettel passa Hamilton e só precisa ficar uma volta na frente para Massa ganhar o campeonato. Nesse ponto, minhas mãos tremiam e eu estava em pé, segurando na estante da TV, rezando para o Vettel não cagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Última volta, meus olhos já cheios de lágrimas vêem o Felipe ultrapassar a linha de chegada, com tema da vitória e tudo. A câmera corta para o Hamilton, que vai na fúria pra cima do Vettel, querendo o título. Grito para o alemão defender a posição e depois do misto do circuito realmente acredito que o título vai para Felipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de 30 segundos depois, a câmera mostra os boxes com a família do Felipe comemorando e eu gritando em frente à TV sem saber o que aconteceu....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando olho na classificação na tela, vejo que Hamilton conseguiu ultrapassar Timo Glock, da Toyota, chegando em quinto lugar e garantindo para si o título. Apesar de já saber que era uma coisa com mais de 90% de chances de acontecer, quando vi o Vettel passando, achei que viria um título inédito para o Brasil e que o Hamilton amargaria por mais um ano.... Quando cortou para a câmera no carro do Felipe, vi que ele chorava, e chorei junto....Minha irmã ligou em casa e ficou preocupada, pois eu falava com a voz embargada, simplesmente não acreditava em um final de campeonato como esse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, Hamilton mereceu e levou, mas como um brasileiro, eu esperava que desse zebra e Massa fosse campeão. O grande problema, foi que até 500m da linha de chegada, Massa era campeão, mas infelizmente os pneus de Glock não aguentavam segurar a posição....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São coisas do automobilismo, mas que é triste, é....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-7859385020891749161?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/7859385020891749161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=7859385020891749161' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/7859385020891749161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/7859385020891749161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2008/11/emoo.html' title='Emoção'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-4134321078893332106</id><published>2008-10-29T06:40:00.001-07:00</published><updated>2008-10-29T06:40:53.589-07:00</updated><title type='text'>Apaguei</title><content type='html'>Apaguei o último post...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava criando polêmica demais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Deus sabe como eu gosto de tranquilidade...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-4134321078893332106?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/4134321078893332106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=4134321078893332106' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/4134321078893332106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/4134321078893332106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2008/10/apaguei.html' title='Apaguei'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-2653375250932094585</id><published>2008-10-24T11:26:00.000-07:00</published><updated>2008-10-24T11:31:28.809-07:00</updated><title type='text'>Condimentos</title><content type='html'>Assim como a maioria dos homens de vinte e poucos anos, minhas habilidades na cozinha são praticamente nulas. Quando estou sozinho em casa recorro a pães, hambúrgueres, frios ou o que tiver na geladeira que seja fácil demais de fazer e que não me dê a chance de me matar ou destruir a cozinha da minha casa. Lembro-me do dia em que liguei para a minha irmã e, depois de uma hora de explicações e de anotar um passo-a-passo, finalmente me habilitei a fritar um saco de batatas semi-prontas. Tudo bem que ficaram borrachudas, salgadas demais e encharcadas de óleo. Contudo, a falta de parcimônia com o sal se resolveu com baldes de Coca-Cola e o problema de consistência do alimento (com excesso de combustível vegetal impregnado) acredito que sejam percalços que todo grande Chef enfrenta nos primeiros passos de suas carreiras.&lt;br /&gt;Além de não saber preparar, ainda me destaco por ser um tremendo retardado na hora de comer. Tudo que estiver no meu prato e envolva molhos e condimentos acabará invariavelmente na minha roupa. Quando acontece em casa, tudo bem, só trocar a camiseta e a vida segue, o grande problema é quando acontece na rua. Ontem, depois de tomar algumas cervejas na Vesga, eu e um amigo de redação decidimos comer um X-salada para fazer um fundo no estômago e de lá seguir para o Studio SP, na Augusta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos a um Boteco em frente ao Studio, pedimos um X-salada (muito bom por sinal), e como sempre eu enchi as duas metades do sanduíche com Ketchup e mostarda. Depois de terminado o lanche, pedimos mais um X-egg e dividimos. Novamente eu coloquei litros de condimentos. Quando me levantei para ir ao banheiro, notei que minha camisa (até aquele momento azul) estava com respingos em vermelho e amarelo. Já prevendo que teria que passar o resto da noite com aquela camisa, dando pala de gordo retardado, tratei de tentar minimizar o estrago, tendo como ferramentas apenas a torneira do sanitário do boteco e minhas nulas habilidades em remoção de manchas. Uma vez dentro do sanitário, tratei de avaliar o estrago: três manchas pequenas na parte inferior direita da camisa (perto dos botões), duas delas amarelas em pequeno volume e relevo e outra vermelha, um pouco maior e mais densa (tomate é foda). Depois da avaliação, comecei o trabalho de restauração em si. Teoricamente, uma camiseta molhada só depende do advento do tempo para que volte a apresentar o aspecto de limpa depois de seca, ao passo que uma camiseta manchada de Ketchup e mostarda aparentará estar cada vez mais suja à medida que for secando. Isto posto, minha próxima ação era óbvia: Lavar a camiseta. Claro que não poderia lavar a camisa inteira debaixo da torneira, pois não teria como me explicar ao pessoal do bar o porquê de ter saído molhado de dentro do sanitário, além de fornecer uma piada pronta para o meu amigo (que já se divertiu bastante somente com o fato de eu ter me sujado). Desse modo, abri a camisa, estiquei a parte manchada com uma mão, e com a outra mão em concha, armazenei uma pequena quantidade de água, que fui soltando aos poucos sobre a área manchada. Depois de adicionar o solvente universal, segurei as duas pontas da parte manchada e friccionei uma na outra, com a intenção de fazer com que as partículas dos molhos agarradas às fibras da camisa se soltassem. Primeira grande cagada! Além de não tirar a mancha, ainda fiz com que os três respingos se fundissem em um só mosaico amarelo, vermelho e molhado. Depois de xingar a camisa, o X-salada e principalmente minha idéia idiota, voltei à mesa para o jubilo do meu amigo, que ria e me chamava de idiota. Pedimos outra cerveja e eu fiquei olhando para aquela mancha, pensando em algo que poderia ser feito para que ela simplesmente sumisse. Dois copos depois, me ocorreu a grande idéia: friccionar novamente a área manchada, porém não mais a mancha nela mesma, mas contra a minha mão. Segunda grande cagada! Por conta do calor e dos dois lanches, minhas mãos não estavam um exemplo de pureza. Aparentemente limpas a olho nú, elas se encontravam ligeiramente suadas por conta do calor e meio molhadas pelo contato com o copo de cerveja. A união desses fatores fez com que a área manchada ficasse totalmente escurecida. Mais uma vez xinguei a camisa, o X-salada e minha ótima idéia.&lt;br /&gt;Naquele momento, minha fé na remoção da mancha estava totalmente abalada e já conseguia vislumbrar a minha noite de gordo trapalhão, quando uma luz no fim do túnel me salvou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amigo passou mal com o X-salada e não quis mais entrar no Studio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-2653375250932094585?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/2653375250932094585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=2653375250932094585' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/2653375250932094585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/2653375250932094585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2008/10/condimentos.html' title='Condimentos'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-8017956195409427268</id><published>2008-10-14T13:12:00.000-07:00</published><updated>2008-10-14T13:13:32.215-07:00</updated><title type='text'>14/10/2008</title><content type='html'>Nada aconteceu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... O mundo continua chato pra caralho!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-8017956195409427268?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/8017956195409427268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=8017956195409427268' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/8017956195409427268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/8017956195409427268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2008/10/14102008.html' title='14/10/2008'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-6571199723501374310</id><published>2008-10-13T19:09:00.000-07:00</published><updated>2008-10-13T19:13:32.472-07:00</updated><title type='text'>CTRL + Z</title><content type='html'>Na maioria dos programas de computador, o recurso CTRL + Z ( control Z) serve para "desfazer" eventuais cagadas. Reescreveu um parágrafo inteiro e achou que o anterior estava melhor? CTRL + Z; Foi editar uma imagem, mas de repente viu que não ficou como você queria? CTRL + Z, e ela volta a ficar como era antes. Enfim, no cotidiano de quem trabalha com textos, imagens, som, vídeo ou qualquer coisa que envolva edição, é normal usar esse comando várias vezes por dia. O mesmo poderia ser utilizado nas atitudes do dia-a-dia, o que faria de todos nós pessoas mais felizes, principalmente o Bill Gates, que ficaria muito mais rico do que já é. Levando em consideração somente a minha vida, e sem precisar pensar demais, consigo enumerar dezenas de situações onde seria melhor ter dado um CTRL + Z.&lt;br /&gt;A maioria dos dias que chego em casa da balada, muitas vezes entre 6 e 8 da manhã (e bêbado), tenho a estúpida e recorrente ideia de fazer um misto-quente, encher um copo com Coca-cola e assistir qualquer coisa que estiver passando na TV. Como é de se esperar, esse tipo de procedimento quando realizado em um horário em que o barulho vindo da rua é quase nulo, e levando em conta que normalmente posso contar com apenas 10% das minhas habilidades mentais e motoras (sendo otimista), as perspectivas de que uma bosta aconteça são enormes. Apenas para exemplificar: Uma das vezes, minha irmã me contou que comecei a dar broncas na fôrma de gelo, que por muitas vezes caiu da minha mão, fazendo um barulho inacreditável, ao que eu apenas repreendia "Fica quietooo truta, pelamordedeus!!!". Segundo ela, a cena se repetiu pelo menos três vezes antes que eu conseguisse colocar o gelo no copo.&lt;br /&gt;Mesmo quando não derrubo nada, ainda consigo acordar a casa inteira. Como um bom bêbado, normalmente nesses momentos a minha noção de força e delicadeza estão sempre bem prejudicados, o que faz com que eu bata a porta do microondas, da geladeira, derrube panelas no escorredor para pegar um prato que está debaixo de tudo (enquanto só precisaria esticar o braço para o armário) ou abra e bata a porta do forno do fogão para ver se tem algo que sobrou do jantar.&lt;br /&gt;Se para fazer um lanche eu sou um desastre, comendo não me saio melhor, já tendo acordado com a boca suja de molho sem nem lembrar que comi metade de uma travessa de macarrão, ou da vez em que fiz meu lanche, peguei o copo de coca e me sentei no sofá, para acordar no outro dia com a TV ligada e com metade do pão repousando sobre minha barriga.&lt;br /&gt;Esse tipo de evento é sempre causado pelo consumo abusivo do alcool, coisa que dez entre dez pessoas nessa situação enfrentam. O problema é fazer merda sóbrio, coisa que eu também sou campeão. Já perdi as contas de quantas vezes fiz piadas na hora errada e só perceber isso quando todos meus amigos ficaram sem graça. Cansei de dar "Bumbadas na pausa" ( dizer a coisa errada na hora imprópria), como quando uma mina que eu conheci me falou que conhecia o Sarney e eu emendei "Que azar hein? Logo aquele ladrão filho da puta? Está mal de amizades!!!" sem saber que o velho filho da puta era tio dela. Uma vez comentei com a menina da locadora que os donos do lugar deveriam ser mais atentos, pois estavam faltando muitos lançamentos, e a maioria dos filmes eram velhos demais...Para depois descobrir que a locadora era dela e do irmão. Já fiz cartas de amor e mandei, para me arrepender logo depois de apertar "Enviar", procurando em todas as opções do E-mail um modo de fazer com que aquilo não cheguasse. Claro que não deu certo, as mensagens chegaram e eu fiz papel de imbecil, como sempre.&lt;br /&gt;Para não dizer que é coisa do passado, enquanto escrevia esse texto eu disse por msn para uma amiga que o dia que dei em cima dela eu estava bêbado e que normalmente não faria isso. Embora a intenção fosse dizer que a considero como uma grande amiga, e que não teria o ímpeto de agarrá-la do nada, mais uma vez soou errado e eu fiquei com cara de pastel.&lt;br /&gt;Se não dá para por CTRL + Z na realidade, que pensem nisso para as próximas versões do Messenger.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-6571199723501374310?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/6571199723501374310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=6571199723501374310' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/6571199723501374310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/6571199723501374310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2008/10/ctrl-z.html' title='CTRL + Z'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-8672118144341760950</id><published>2008-10-08T20:30:00.000-07:00</published><updated>2008-10-08T21:04:41.137-07:00</updated><title type='text'>Reconstrução histórica</title><content type='html'>"Prefiro ver uma banda que toque um som de merda, mas próprio, do que alguém que toque bem um cover". Não foi a primeira vez que ouvi essa frase de um amigo, que tratou de repeti-la durante o almoço desta tarde enquanto jogava no celular. Comentários daqui e de lá dos que estavam na cozinha da editora e o assunto logo desandou para o futebol, como invariávelmente acontece. Horas depois, durante o trajeto no metrô e na minha caminhada para a faculdade (tempo que normalmente uso para pensar na vida, esporte que todo pobre adora praticar), fiquei matutando sobre o assunto. Pessoalmente, não vejo mal nenhum em bandas cover e realmente gosto de algumas delas, especialmente as direcionadas a uma banda só, que normalmente fazem um trabalho mais próximo do artista homenageado. Porém, ficou na minha cabeça o sentido que levaria você a montar uma banda com seus amigos e reproduzir o trabalho de alguém que fez sucesso com aquilo, em vez de tentar criar algo novo e diferente, com a sua marca pessoal.&lt;br /&gt;Primeiro pensei em "proximidade", o cara querer reproduzir aquele som para se sentir mais próximo do seu ídolo, de estabelecer uma relação de intimidade através da arte. Depois achei que isso era babaquice demais e mudei a linha de pensamento. Peguemos como exemplo a banda "The Beats", considerada a melhor banda cover de Beatles do mundo: Os caras usam instrumentos da época, se vestem tal qual os rapazes de Liverpool e armam todo um misencene teatral para reproduzir a atmosfera da época da Beatlemania. Tive apenas duas oportunidades de assisti-los, mas por falta de grana não pude ir. Meus amigos assistiram e falaram que é inacreditável, mas enfim, o fato é que são quatro argentinos que abdicaram de suas vidas de músicos independentes e formaram uma banda que tem por objetivo ser exatamente igual a algo que foi um marco de décadas passadas. Nunca entrevistei ninguém da banda e não saberia dizer o motivo disso...E pode ser que nem tenha motivo. Mas é fato que o que me chama a atenção em um show como esse é a reconstrução histórica que ele provem. A menos que compremos uma passagem para os anos 60, será impossível assistir uma apresentação dos Beatles. Podemos nos contentar com o Paul McCartney, único da trupe em atividade, mas não terá a mesma atmosfera de uma apresentação como a do Shea Staduim em 1965, auge do sucesso do grupo. De que forma, além de assistindo uma "cópia teatral" como essa, podemos visitar essa época? Em um cálculo frio, estamos assistindo uma mentira e tentando nos conformar em assistir algo de "segunda mão", por não ter mais acesso ao original. Mas dentro dessa mentirada toda, também não recorremos ao cinema, onde atores vivenciam histórias muitas vezes reais, e mesmo sabendo que é mentira, nos emocionamos? Há quantos anos "Hamlet" continua sendo remontado e encenado pelos teatros no mundo afora, com o astro mandando o mesmo "Ser ou não ser, eis a questão" com um crânio na mão? Talvez o que importe realmente em uma apresentação como essa, não é "quem" está contando a história, mas "qual" história está sendo contada por aqueles quatro rapazes no palco. Nessa mesma idéia, pegamos Mozart, Bethoven, Strauss, Bah e tantos outros compositores da antiguidade que são reproduzidos até hoje. "Tudo bem", responderá você, "mas nenhum deles se veste igual ao Bethoven para tocar". Concordo, mas acho que no caso particular do "The Beats", a encenação é bem vinda, pois a pose de bons moços, os cabelos Mop Top do inicio da carreira e as várias transformações visuais pelas quais os rapazes passaram durante sua saga eram reflexo da mudança ou maior evidenciação das suas personalidades, refletidas principalmente em suas músicas. Basta assistir os vídeos de "Love me Do" e "All you need is love" para se ver que se tratam de duas bandas completamente diferentes, apenas com detalhes marcantes que os tornavam os Beatles, e isso é uma coisa importante para ser destacada, se é do interesse do músico fazer algo próximo do que era originalmente.&lt;br /&gt;Ou isso ou eu bebi demais...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-8672118144341760950?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/8672118144341760950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=8672118144341760950' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/8672118144341760950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/8672118144341760950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2008/10/reconstruo-histrica.html' title='Reconstrução histórica'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-8930727654577518577</id><published>2008-09-27T20:36:00.000-07:00</published><updated>2008-09-27T20:38:09.977-07:00</updated><title type='text'>Olha pra cima!</title><content type='html'>Quando penso que o mundo está no limite do surreal, algo novo aparece. Em um sábado qualquer no msn ( hoje, claro...), me deparei com uma frase inserida no nome de um amigo, que dizia o seguinte: "pessoal, olhem para o céu dia 14/10/08". Como todo bom curioso, chamei-o para a conversa e perguntei sobre a frase, eis que me vêm a última resposta que eu esperava em um sábado de ressaca: "Nesse dia, uma nave extraterrestre aparecerá no céu". "Nave?", tornei eu, e emendei " Tipo espacial, e tal?", ao que ele me respondeu "É o que diz a lenda". Mesmo sem ter a mínima ideia de que raio de lenda seria essa, que vinha com data e tudo, eu tratei de copiar a frase e inseri-la no meu nome também, afinal, não tinha nada melhor para fazer mesmo. Porém, para meu espanto, muitos dos meus amigos já sabiam da história, embora ninguém a levasse a sério, o quê fez com que eu me sentisse mais imbecil ainda, pois pior do que ser um fanático por OVNIS é ser um pseudo-jornalista desinformado. Por algumas horas esqueci do assunto, assisti o treino da F1, comi um pão com mortadela e tratei de seguir com a minha vida. Na parte da tarde meu computador quebrou ( pela trigésima vez) e eu fiquei apenas com o videogame e uma meia dúzia de cervejas como companhia. Não sei se pelo tédio de uma corrida longa e chata que eu estava disputando no jogo, ou se por efeito da cerveja, mas me voltou à cabeça a maldita nave do dia 14. Comecei a pensar no " já pensou?" e a partir daí começou a brisa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 14/10, uma terça-feira, eu acordo já tendo esquecido dessa história. 9:00 da manhã eu me levanto, todo mundo em casa ainda dormindo, eu tomo um banho, escovo os dentes, me troco e vou para a cozinha preparar algo para comer. Depois de esquentar o pão no microondas e pegar algo para beber eu me dirijo de volta ao quarto e ligo a TV na Record(único canal que passa "jornalismo" nesse horário), dou a primeira dentada no pão e cuspo de volta, pois o Britto Jr está falando incessantemente sobre um OVNI que desde a uma da manhã do dia 14 está sobrevoando o hemisfério sul, a uma altura em que pode ser visto a olho nú. Começou pelo norte da Austrália, estava passando pelo continente africano e, pelas estimativas, em algumas horas estaria no espaço aéreo brasileiro. Corta para o Vaticano, onde o Papa tenta tranquilizar os fieis, pedindo que confiem em Deus.Corta para o oriente médio, onde milhares de muçulmanos encostam a cabeça no chão e rezam para Allah afastar o mal. Corta para os EUA, onde George W. Bush promete que salvará o mundo. Corta para um repórter em São Paulo, que tenta entrevistar alguém nas ruas, que estão quase vazias. Mudo para a globo e o Willian Bonner está ancorando da Av. Paulista mostrando todas as mesmas imagens que a Record mostrou, mais o depoimento do presidente, que com cara de bobo pede para que o "povo basileiro" não entre em pânico e que medidas necessárias serão tomadas para garantir a proteção do país. Em seguida aparecem depoimentos dos altos escalões das forças armadas, que dizem que farão o possível para conter qualquer eventual ameaça à soberania do Brasil. Corta para as imagens das agências internacionais, que mostram ao vivo a nave cruzando o céu de da Namibia, escoltada a uma distância segura por caças F-22 dos EUA ( que às 4 da manhã - horário de brasilia - haviam investido contra o alvo, com resultado ineficaz). Os americanos, inclusive, já trataram de posicionar todos os porta-aviões da região para qualquer eventual contra-manobra. Alheia  a tudo isso, a nave continua seu passeio, ignorando as tentativas de contato feitas pelos caças e inibindo qualquer tentativa de abatimento. Esqueço do meu trabalho, ninguém deve ter ido mesmo, passo manteiga em outro pão, coloco no microondas e ouço que minha irmã e meu sobrinho acabaram de se levantar, comento com ela o quê está acontecendo e vamos os dois para a frente da TV, meu sobrinho vai assistir os "Padrinhos Mágicos". Continuo na Globo e descubro que o mundo parou. Todos os países, inclusive o Brasil, estão em estado de emergência até a segunda ordem, comércio fechado e rodizio suspenso. Nesse momento, a nave já alcança o oceano atlântico, em direção ao Brasil. Caso siga o mesmo padrão, deverá alcançar São Paulo em aproximadamente oito horas. Continuo ligado. Ligo o computador e começo a discutir a novidade com os amigos que também estão on line. Talvez por conta da falta de pessoal trabalhando, a internet está incrivelmente lenta e caindo toda hora. Desisto. Minha tia acorda e vai fazer café, quando vê eu e minha irmã prostrados em frente à TV ela pergunta o quê aconteceu, contamos, e ela também fica assistindo. Como em todas as casas do planeta, começamos o debate do que os supostos ETs podem querer com essa exibição. Várias conjecturas depois, não chegamos à conclusão nenhuma, assim como todas as outras pessoas do mundo. Com a nave sobre o oceano atlântico, sem novidades, mas por vir em direção ao espaço aéreo brasileiro, o presidente marca outro pronunciamento para o meio-dia, no qual diz que não só o Brasil, mas todos os paises, estão envolvidos em proteger o planeta, e que haverá uma conferência na ONU para se chegar a uma solução sobre o que deverá ser feito. Às duas da tarde como outro pão, dessa vez com mortadela, e tomo uma coca, pois minha tia não saiu da frente da TV e não fez almoço. Meu sobrinho brinca com seus carrinhos e vez ou outra aparece para tentar chamar para si, a atenção que todos tem com a TV, que nesse momento mostra em plano aberto o OVNI sobre o oceano atlântico junto a cinco caças ostentando a bandeira norte-americana, todos voando em velocidade de cruzeiro. A programação da TV não muda de assunto, revezando imagens ao vivo do objeto com matérias especiais produzidas às pressas, entrevistando ufólogos e cientistas, e relembrando antigas evidências de supostas aparições alienígenas em solo terrestre, desde Roswell em 1947, até Varginha em 1996, nada que está nos arquivos das emissoras sobre o assunto é deixado de lado. Teses e mais teses são apresentadas e confrontadas, grandes especialistas e donos de boteco são consultados com o mesmo crédito, com o Bonner tentando manter a organização em frente ao caos. Seis e pouco o OVNI chega ao litoral paulista e avança em direção a São Paulo, em minha direção, inclusive. Assim como todos da minha casa, cidade ou provavelmente estado e pais, eu começo a me borrar, com medo de dar a louca nos Ets e eles decidirem que querem destruir tudo, justamente quando estiverem sobre o meu prédio. Seis e cinco e estão sobre o trecho da serra do mar, chegando à capital. Olhos atentos sobre a TV, procuro antecipar os próximos locais por onde o OVNI passará, quando finalmente me dou conta que meu senso de localização é péssimo e que eu não faço ideia de onde fica a serra. Segundo os informes, o objeto passará pela zona sul, norte e deixará a zona metropolitana. Não tenho carro, não tenho como ver ao vivo, então melhor esquecer e continuar na TV. Enquanto a nave avança pelo solo brasileiro, Bonner informa um comunicado do Lula, que informa que a ONU decidiu não tentar mais nenhuma ofensiva ao objeto, a menos que este demonstre hostilidade, e que o Ministério da Aeronáutica deixou um esquadrão de super-tucanos de prontidão para qualquer eventual revide. Seis quinze e nada acontece, o objeto sai do espaço aéreo paulista e segue em direção ao Paraguai, provavelmente intentando dar a volta ao mundo. Oito da noite, o que era novidade já se torna rotina. Nave, caças, presidente, especialistas, tese, tudo se misturando minuto a minuto, na grade improvisada da TV Globo. Me dou conta de que estou há mais de 10 horas em frente à TV. Como nada de novo acontece, minha tia vai preparar algo rápido para o jantar, volta e meia colocando a cabeça para fora da cozinha para saber o andamento da situação. Às 11 da noite vou jantar e a nave já está saindo do Chile, em direção ao oceano pacífico e à Australia. Brinco com a minha irmã que apesar do estardalhaço, provavelmente eles são burros, pois não sabem que a terra é redonda. Duas da manhã eu vou dormir, totalmente cansado de ouvir falar de ETs e imaginando se teria que trabalhar no outro dia....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enttão, a corrida que eu disputava no videogame acabou...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-8930727654577518577?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/8930727654577518577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=8930727654577518577' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/8930727654577518577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/8930727654577518577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2008/09/olha-pra-cima.html' title='Olha pra cima!'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-3912538679893504229</id><published>2008-09-09T21:08:00.000-07:00</published><updated>2008-09-09T21:14:40.049-07:00</updated><title type='text'>O momento Irônico</title><content type='html'>Todo mundo um dia vai morrer, essa é a única certeza que se tem sobre a vida. Porém, a dúvida que permanece é: E aí? Bom, e aí ninguem sabe, e quem diz que sabe, por enquanto mente, embora possa estar perto de descobrir. Dependendo do grupo onde uma pessoa está inserida, existe uma resposta para essa pergunta aterrorizante, pois todos os credos se esforçam para acalmar seus fieis quanto a essa questão fundamental e filosófica que todos um dia fazem ou farão, pois se a ciência se ocupa religiosamente em tentar explicar de onde viemos, que a religião se ocupe de explicar para onde vamos, cagando potes para a ciência. Imaginemos que você seja um sujeito cético, ou melhor, ateu, que acredita que o fim da vida é simplesmente o fim....um eterno breu, onde não acontece nada...E de repente, chega o seu último suspiro...Imaginemos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você de repente acorda e aquele não era o último suspiro, bom para você né? mas está em um tribunal e pensa "Merda, minha tia católica estava certa". Logo que acordou, mais ou menos como no alto da compadecida, eles te julgam por todos os males que você fez para o mundo, usando os atos bondosos como atenuantes da sua pena, que pode ser de anos de purgatório com paraíso por bom comportamento, ou perpétua no inferno, pois o reino de Deus não é Brasil, é país de primeiro mundo; Fez, tem que pagar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra alternativa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você de repente não acorda, mas aquele não era o último suspiro, pois você continuará dormindo até o quê as evangélicas que iam na sua porta de domingo diziam se tratar do "Juízo Final", ou o dia em que todos os mortos em sono profundo se levantam, se juntam aos vivos e são julgados como no caso anterior, só que sem purgatório e atenuantes ou "bom comportamento", pois o reino de Deus não é de primeiro mundo, é a China; Fez, eles te executam, não fez? Bom, tente provar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra alternativa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você de repente acorda e aquele não era o último suspiro, mas o primeiro latido, pois reencarnou como um cachorro, descobrindo por fim que os budistas estavam certos e que a vida agora é muito melhor, cobrando de você apenas que paquere cachorrinhas, morda o carteiro e que agradeça aos céus por não ter nascido na Coréia, senão seria o almoço...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra alternativa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você de repente acorda e aquele não era o último suspiro, mas continua igualzinho ao que era, e pior, ao lado do seu ex-corpo, assistindo a cena. Não sabe para onde vai, o quê fazer e aquela maldita luz que te prometeram no filme do Ghost teima em não aparecer. Para piorar, ninguém te vê e os que te vêem saem correndo, pois todo mundo tem medo de alma penada, o quê fazer? Sei lá, tente prender seu assassino...Caso seja morte natural, sente e espere a luz, uma hora ela vem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou a alternativa derradeira...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não acorda, morreu mesmo e não existe mais nada! Parabéns, você passou a vida acreditando em algo que era verdade... Mas não faz diferença, você não existe para comemorar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-3912538679893504229?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/3912538679893504229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=3912538679893504229' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/3912538679893504229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/3912538679893504229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2008/09/o-momento-irnico.html' title='O momento Irônico'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-949185125645180650</id><published>2008-08-13T13:58:00.000-07:00</published><updated>2008-08-14T18:06:27.232-07:00</updated><title type='text'>Metropolitano</title><content type='html'>Se andar de ônibus é um terror para os cidadãos de São Paulo, é por falta de andar de Metrô. Atualmente, a cidade conta com cerca de 60km de trilhos cruzando a cidade de ponta a ponta. Obviamente é muito menos do que cidades de primeiro mundo como por exemplo Londres (415km), Nova Iorque (368km), Madri (317km), ou qualquer uma das 37 outras – algumas com menor extensão territorial que a nossa - , segundo dados entregues pelas próprias empresas de “metropolitanos”. Por outro lado, é um tamanho respeitável se levarmos em consideração que em Israel existem apenas 1,8km de linhas, algo como da minha casa até a locadora, adicionando a isso que o perigo de que ter um carro bomba na minha vizinhança é quase nulo (quase, porque vivo na zona leste), São Paulo está muito bem de Metrô, obrigado! Ao todo as linhas se dividem em 4 linhas, a 1 a 2 a 3 e a 5 (?), sim, batizaram a quarta de cinco, em algum método heterodoxo de batismo utilizado pelos engenheiros. Não só o batismo foi heterodoxo, a construção da quarta linha “cinco” também foi; instalada do “Largo 13” ao “Capão Redondo”, sem interligação com nenhuma outra, vive vazia, indo e voltando do fim do mundo a lugar nenhum. Para facilitar a vida da “peãozada” que as utiliza, cada linha foi nomeada com uma cor, respectivamente “Azul”, “Vermelha”, “Verde” e “Lilás”, um sistema de cores alegres, diferente do humor daqueles que são obrigados a usá-las. Dessas quatro, as piores são a “Azul” e “Vermelha”, que cobrem de norte a sul e leste a oeste, respectivamente; e entre essas duas, a vermelha é de longe a pior, e a que obviamente eu pego todos os dias. No horário de saída do trabalho e entrada de escolas e universidades, conhecida como “hora do rush” o caos se desenrola diariamente e ninguém que dependa desse meio de transporte deixa de sentir as conseqüências. Saindo nesse horário do Ipiranga (Zona Sul) para se chegar ao Tatuapé (Zona Leste), um trecho que pode ser percorrido em cerca de 30 minutos de carro, um sujeito normal levará cerca de 1 hora e 30 minutos usando esse magnífico sistema de transporte. Imaginando você que nunca tenha usado esse sistema e tendo como ponto de partida é a estação Imigrantes, linha Verde. De lá, você deverá seguir no sentido Vila Madalena por duas estações até a “Ana Rosa”. Até esse ponto, o sujeito se sentirá em um transporte de primeiro mundo, com estações bonitas e vagões com lugares disponíveis para se sentar. Ao descer na Ana Rosa, primeiro susto. Amontoados, todos que desceram do mesmo trem que você tentam subir uma escada, que por sua vez também é o caminho de outros que tentam descer, pois as duas direções da linha verde ficam no mesmo “andar”. Nesse ponto, você ficará assustado, mas não se preocupe, procure alguém mais “largo” que você e posicione-se logo atrás, na posição de “vácuo”, de modo que o rapaz abra caminho entre os passantes e te deixe em uma situação ligeiramente confortável. Depois de subir um lance, virar à esquerda e descer outro, lembrando de se manter atrás do rapaz corpulento, você deverá pegar a linha da esquerda – sentido Tucuruvi -, isto é, entrar na fila que leva a ela, composta de mais ou menos 10 pessoas, todas com a mesma pressa que você. Algumas delas não têm noção de espaço e acreditam piamente ser possível passar cinco pessoas paralelamente por um espaço menor que dois metros, o que significa que você será espremido entre outras 4 ou entre elas e a porta, recomendo a primeira opção, carne é mais macio do que aço. Depois de entrar, você terá cerca de 4segundos e meio para se acomodar, antes que o acomodem tacitamente. Sugiro que corra para o corredor, parte onde você terá mais ou menos 1 palmo de distância entre uma pessoa à sua frente, uma às suas costas e duas outras, cada uma de um lado, o que te possibilitará pelo menos levantar ou abaixar o braço quando achar necessário. Daí em diante será só relaxar, você terá cinco estações para percorrer. Na quarta – Liberdade -, comece o processo de saída, se posicionando para uma saída em linha reta pela porta esquerda. Deixe de fora da sua trajetória pessoas com grandes bagagens ou pessoas com 70 anos ou mais, que possam ser eventualmente mais lentos do que a maioria, terminando atropeladas pela turba furiosa. Posicionado e pronto, você ouvirá o sinal que serve como o levantar da arma do juiz nas provas de natação; que dará inicio ao momento de grande suspense antes do clímax:”Próxima estação: Sé, desembarque pelo lado esquerdo do trem”. Quando ouvir essa frase, normalmente dita em tom de tédio pelos auto-falantes, se prepare, pois será exigida uma grande agilidade e audácia da sua parte. A hora que o trem parar, conte até dois e saia andando de lado, tal qual um caranguejo, de modo a diminuir o seu “arrasto corporal”  (a menos que você tenha uma barriga muito proeminente, se tiver, vá arrastando mesmo), até atingir a porta, onde novamente será esmagado junto a outros quatro passageiros. Nesse momento, o que importa é sair, pois em poucos segundos o sinal tocará e se ficar para dentro, terá que pegar o trem de volta, repetindo todo o processo. Uma vez fora do trem, siga em direção à escada que leva ao sentido “Corinthians-Itaquera”, se não encontrar indicação, simplesmente siga a massa, pois cerca de 80% do contingente que sair do mesmo trem que você seguirá para esse destino, o que significa que desde o pé da escada que o levará para a plataforma, todos os caminhos estarão entupidos de gente, use a mesma tática do metrô Ana-Rosa, se posicione atrás de alguém mais roliço que você e poupe-se do terrível trabalho de ter que abrir caminho. Ao chegar à plataforma, não se assuste, tenha em mente que é um dia comum e que aquelas milhares de pessoas não irão te esmagar, pelo menos não de propósito, e encaminhe-se para qualquer um dos locais que dão acesso aos vagões. Devido à grande quantidade de usuários se espremendo, uma das grandes invenções do sistema paulistano de metrô é a cerca que percorre um caminho em “S”, da plataforma à porta do vagão, feita em aço inoxidável, de modo a “guiar” melhor, como os peões fazem com as vacas na fazenda. O intervalo de tempo que levará entre adentrar nesse “caminho” e efetivamente entrar no vagão, levará mais ou menos o intervalo de 3 trens, ou coisa de 10 minutos, onde mais uma vez você será espremido por todos os lados contra outras pessoas ou contra os canos de aço do “caminho”, a escolha é sua. Se tiver sorte, a pessoa que estiver à sua frente será a ultima a se espremer em um vagão, o que o deixará na ponta da fila para o próximo trem. Embora os funcionários do metrô te aconselhem, você perceberá que é impossível esperar antes da linha amarela e que se alguém atrás de você na fila espirrar, você será atropelado por uns 20 vagões a 80km/h, mas tente manter a calma. Quando o trem vier, não fique olhando para frente, pois a velocidade com que ele passa poderá te dar vertigem, então olhe para cima ou para a cara de espanto da pessoa ao lado; se ela olhar, ensaie um sorriso do tipo “Que merda hein?”, que provavelmente ela corresponderá. Pessoas juntas nesse tipo de situação tendem a ser amistosas. Quando finalmente ele parar, novamente conte até dois para as portas abrirem e corra em direção ao corredor como se o próprio Satanás estivesse em seu encalço, e não as outras pessoas da fila, crias dele. Se atingir o corredor, ótimo, parabéns. Se não, segure-se em alguma das barras de ferro para evitar que você seja jogado pela porta aberta do outro lado e assim que começar a se estabilizar em algum lugar levante os braços e aguarde já com eles na posição correta, pois uma vez que a porta fechar, não será possível move-los e você precisará se segurar no teto para não cair. Quando o trem sair, esqueça o calor, esqueça o senhor de regata suando com os braços levantados e esqueça da mulher ao seu lado com um perfume francês adquirido na 25 de março, só não se esqueça de novamente se segurar em algo quando chegar ao Brás, pois grande parte das pessoas do vagão precisarão descer nessa estação para pegar o trem, e não medirão esforços para isso. Apenas o sinal sonoro do metro avisando que as portas se fecharão será sua redenção. Quando esse momento chegar, o vagão esvaziará o suficiente para você parar de maldizer a sua vida e curtir o resto da viagem até o tatuapé...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde você ainda terá que pegar um ônibus...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-949185125645180650?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/949185125645180650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=949185125645180650' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/949185125645180650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/949185125645180650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2008/08/metropolitano.html' title='Metropolitano'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-3245368109202954327</id><published>2008-08-09T21:42:00.000-07:00</published><updated>2008-08-09T21:46:21.351-07:00</updated><title type='text'>Problemas</title><content type='html'>Célia gostava de Carlos e queria compromisso, mas Carlos tinha um problema: Via defeito em todas as mulheres com quem se relacionava, defeitos que para muitos não era problema, mas que para ele tornava impossível a convivência. Alta demais, baixa demais, nariz de batata, gorda, magrela, dente encavalado, seis dedos, monocelha.....enfim, tudo era motivo suficiente para desatar qualquer laço mais íntimo, nenhuma das pretendentes parecia estar a altura das suas exigências. Até a marcinha, a menina mais cobiçada do bairro, ele dispensou. "Ela tinha os pés enormes", se defendia, quando criticado pelos amigos. Com a Célia tudo foi pelo mesmo caminho, desde o dia em que se conheceram no bar, apresentados pela Sônia, amiga dele de trabalho e dela de faculdade, que eles começaram a se ver regularmente e um mês depois, Carlos já começava a esfriar os ânimos. Não atendia o telefone, não mandava mais recados carinhosos e sempre saía pela tangente das investidas da garota, àquela altura apaixonada pelo mancebo. Até a Sônia, que não era de se meter, chegou a ligar para ele para perguntar o quê estava acontecendo, pois achava a Célia uma excelente pessoa, bonita, divertida e com intenções sinceras de namorá-lo. Não adiantou, Carlos estava irredutível, desde o dia em que viu aquela mancha nas costas da garota que não conseguia pensar em outra coisa. Tudo bem que ela tinha um dos sorrisos mais bonitos que ele já vira e que sabia de bate-pronto dizer quais eram os cinco primeiros colocados no brasileirão, mas a pinta estragava tudo. Nem era tão grande, coisa de quatro dedos, mas ainda assim era uma imperfeição, algo que ele simplesmente não conseguiria deixar pra lá. Os dias passaram, Célia desistiu e Carlos voltou à sua vida cotidiana, de baladas e relacionamentos sem futuro, até que ele conheceu Ana. Linda, rosto de miss, corpo de bailarina. Inteligentíssima, estudava Fisioterapia e trabalhava como voluntária em uma ONG, enfim, a mulher que ele sempre procurou finalmente apareceu. Se conheceram na faculdade, durante uma cervejada organizada pelo curso dela, onde ele tinha uma prima, amiga dela. Desde aquele dia, foi paixão instantânea e finalmente ele via uma luz no fim do túnel. Teria encontrado sua alma gêmea? Não saberia responder, mas queria acreditar que sim, afinal, nunca sentira nada daquilo por ninguém. Começaram a sair e os dois pareciam feitos um para o outro, gostavam de MPB, filmes com o Al Pacino, sorvete de pistache e Milk Shake de Ovomaltine do Bob´s. Carlos estava radiante, jamais pensara que um dia se apaixonaria tão loucamente por alguém, já fazia mais um mês que se viam todos os fins de semana e ele queria pedi-la em namoro. Mal via a hora de mostrar para os amigos que existia sim alguém perfeito e que ele havia achado e se apaixonado por ela, queria mostrar principalmente ao marquinhos, que espalhava pelo bairro o boato de que ele era gay.Naquele sábado ele a levaria para tomar um chopp e ouvir um samba na Vila, comeriam picanha e ele pediria a ela que fosse sua namorada. Sábado logo cedo ele ligou no celular da Ana e deu caixa postal, ligou na casa dela e a mãe disse que ela tinha saído. Carlos tentou ainda passar na casa dela a noite, levou flores e uma cópia do CD do Chico Buarque que ela tinha pedido, mas foi em vão, não conseguiu encontrá-la em lugar nenhum...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que Ana tinha um problema...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-3245368109202954327?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/3245368109202954327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=3245368109202954327' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/3245368109202954327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/3245368109202954327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2008/08/problemas.html' title='Problemas'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-2220580112780518370</id><published>2008-08-03T11:29:00.000-07:00</published><updated>2008-08-03T11:36:27.979-07:00</updated><title type='text'>FRÁVIOOOOOOOOOO!!!</title><content type='html'>FRÁVIOOOOOOOOOO!!! Vinha o grito lá do quintal. Sábado, 12:00, talvez mais cedo, eu levantava ainda zonzo de sono e corria escada abaixo em direção ao chamado. Ao chegar no quintal encontrava meu pai de bermuda, sem camisa, esfregando o chão com uma vassoura e uma caixa de sabão em pó, e xingando a Dolly, nossa cadelinha Cocker Spaniel que insistia a correr atrás da água que era atirada para limpar o piso de ardósia. "Cadela do inferno, pensa que é um pato", dizia ele. Realmente era a única dos 5 cachorros que nutria essa paixão pela água, os outros dois ficavam sempre o mais longe possível da mangueira. Quando eu chegava ao encontro dessa cena, já sabia que tudo que eu havia planejado para o dia - jogar videogame e assistir TV - iria ter que ficar para depois, a menos que eu conseguisse escapar. Quando me via, o velho falava " Vai, troca a água dos cachorros, põe comida para os papagaios e vêm jogando água enquanto eu esfrego!". Emburrado eu o seguia, tirando com a água o sabão do quintal. De vez em quando a água da mangueira respingava  e eu ouvia " Fidum´aputa!!!!", mas não podia rir, senão azedava de vez. Durante todo o trajeto do quintal eu ouvia reclamações e xingamentos, vezes por não tirar o sabão direito, vezes pelo mal humor característico do meu pai. Chegado o fim do quintal, era a vez dos cachorros tomarem banho, e sobrava pra mim a tarefa de segurá-los enquanto ele pegava o sabão de côco para ensaboá-los. Se eles se mexessem demais ou respingasse muita água, eu era xingado, "SEGURA ELE DIREITO CARAIO". Depois de todos os animais de banho tomado, o quê algumas vezes também incluia o "mequetrefe" (nosso gato vira-lata que tomava banho a força no tanque, gritando e arranhando meu pai, que amaldiçoava até a quinta geração da familia do coitado do bichano), era hora do veio começar a lavar o carro. Minha função nesse momento era somente abrir e fechar a mangueira quando ele mandasse, com a rapidez que ele exigia. Sentado na escada, quando eu via que ele ia demorar até pedir minha ajuda novamente, pois o carro era grande e ele ensaboava com calma e cuidado, eu sorrateiramente subia ao meu quarto e começava uma partida, até que, cinco minutos depois o quarteirão inteiro ouvisse " FRÁVIOOOOOOOOOO MOLEQUE FIDUM´APUTAAAAA, JÁ SUBIU É?" Quando ouvia essa frase eu corria novamente, passava voando pela cozinha, onde minha mãe preparava o almoço e ria, se divertindo com a cena. Quando chegava no carro ele já estava azedo e reclamando sozinho " VOCÊ E SUA IRMÃ, VOU TE CONTAR. PARECE AQUELE DINOSSAURO REX, TUDO BRACINHO CURTO, NÃO TEM CORAGEM DE TIRAR A BUNDA DO SOFÁ.... AS CRIAÇÕES TODAS PATINANDO NA MERDA E VOCÊS LÁ, DE CUZÃO PRA CIMA. VAI, VAI LIMPANDO AS RODAS DO CARRO." e lá ia eu, lavar roda por roda, e bem limpas, para não ouvir ainda mais. Depois do carro devidamente lavado, era minha obrigação pegar todos os produtos utilizados no serviço, passar uma água e guardar, coisa que eu fazia tudo de qualquer jeito, afinal, minha mãe com certeza iria arrumar tudo depois, e me mandava para o meu quarto. Nem meia hora depois "FRÁVIOOOOOOOOOO", eu corria de novo e ele estava arrumando a tomada da cozinha, com a caixa de ferramentas do lado, virava e me falava "pega aí uma chave de fenda pro pai". Me perguntando porquê ele mesmo não tinha pegado, já que estava com a caixa de ferramentas do lado dele, eu procurava, entregava e me virava para voltar ao quarto quando ouvia "owww, onde você vai? vem dar uma mão pro pai" e me pedia outra ferramenta. Caso essa ferramenta não estivesse na caixa, ele me falava onde ela estaria e caso eu não achasse, ouvia outra frase clássica "Se eu achar posso bater com ela na sua cabeça?". Ele achava, mas não batia! Contrariado eu ficava olhando ele trocar os "espelhinhos" dos interruptores, até que chegasse um que faltasse um parafuso e eu ouvisse a temida frase "Pega aquela lata de parafuso pro pai?". a Lata de parafusos era uma antiga lata de tinta de mais ou menos 30cm de altura e 15cm de largura onde eram guardados centenas de parafusos e porcas e de todos os tamanhos possíveis. O motivo para eu temer a lata era simples: assim que a entregava, todo o conteúdo era espalhado no chão por ele, que escolhia uma das peças e me falava "Agora junta aí pro pai". Cada vez que ele espalhava aqueles parafusos, eu passava pelo menos 15 minutos para recolher tudo e guardar de volta na lata, tempo mais do que suficiente para ele achar outro "espelhinho" faltando um parafuso e esparramar a lata inteira no chão novamente. Essa sequência se repetia às vezes 3, 4 vezes por sessão, me deixando à beira da exaustão mental, até ser salvo pela minha mãe, anunciando a hora do almoço. Depois de comer eu finalmente conseguia correr para o quarto para ter momentos de paz para jogar videogame, até ouvir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"FRÁVIOOOOOOOO". Faltava trocar os espelhinhos dos interruptores dos quartos, e um deles faltava um parafuso...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-2220580112780518370?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/2220580112780518370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=2220580112780518370' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/2220580112780518370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/2220580112780518370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2008/08/frvioooooooooo.html' title='FRÁVIOOOOOOOOOO!!!'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-7966166188120027882</id><published>2008-07-15T08:14:00.000-07:00</published><updated>2008-07-15T08:22:42.341-07:00</updated><title type='text'>Fantasmas</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SHzApzXe8mI/AAAAAAAAADg/B0vc5tlpTA0/s1600-h/fantasma.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223261492238807650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SHzApzXe8mI/AAAAAAAAADg/B0vc5tlpTA0/s320/fantasma.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;São 19:00 de um sábado e toda a população da sua casa está espalhada pelo mundão, uns viajando, outros passando a noite na casa de parentes e você, por um azar do destino, está sozinho em casa. Nenhum dos seus amigos quer sair para a balada, você está com preguiça de sair para comprar cerveja e tudo que lhe resta são alguns filmes alugados para assistir. Você pede uma pizza, come, assiste um filme, fica no msn por algumas horas, assiste outro filme, come mais pizza e de repente já são 1 da manhã e o sono começa a bater. Sua irmã não está em casa, não há motivo para dormir na sua cama de solteiro, então você pega seu edredom e os dois travesseiros e se encaminha para a cama de casal do quarto dela. Nesse momento começa o terror...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nada pior do que ser medroso. Almas penadas, ETs e toda sorte de coisas do outro mundo podem habitar sua casa quando as luzes se apagam e você se encontra sozinho tentando dormir. Morar em prédio torna as coisas ainda piores, pois o som produzido pelos moradores de catorze andares acima do seu reverberam na sua casa como se a todo momento alguém estivesse mijando no seu banheiro, tomando água na sua cozinha ou andando no seu corredor. É assustador!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 da manhã e seu sono ainda não veio, seus vizinhos parecem se divertir com a sua desgraça e andam de um lado para o outro. Você repete para si mesmo “São os vizinhos, são os vizinhos!!!”, mas na sua cabeça, toda a população de fantasmas da necrópole de São Paulo resolveu visitar sua casa e dar uma festa, apenas para te atazanar o saco. Você tenta desviar o pensamento para coisas diferentes, liga a TV e está passando um filme de ação ridículo, que não serve nem para dar sono. Apenas para abafar a trilha sonora macabra do seu apartamento, você deixa a TV ligada, coloca um dos travesseiros sobre a sua cabeça e tenta pegar no sono a força. Não dá certo. São 4 da manhã, você já levantou pelo menos oito vezes para mijar e se certificar de que a porta da frente está trancada, de que não há monstros na casa e de que a luz do banheiro está acesa, afinal, espíritos têm medo de claridade e a luz do banheiro age como uma barreira mística que os impede de chegar ao quarto. A maioria das redes de TV já encerrou suas atividades e as que não encerraram estão com uma programação que não vale a energia gasta para o aparelho funcionar, o que te encoraja a desligar a TV e enfrentar a situação como um homem, rezando 2 pai-nossos, se enrolando totalmente no edredom e deixando a cabeça debaixo dos dois travesseiros. Incrivelmente, talvez pela reza, talvez pelo casulo formado pelo edredom mais os travesseiros, ou pela somatória de tudo isso, o sono finalmente veio mais ou menos às 6 da manhã, mas foi interrompido novamente às 8:30, pois a TV da minha irmã ligou novamente. Segundo ela, o aparelho tem timer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo sim, pelo não, você reza de novo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-7966166188120027882?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/7966166188120027882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=7966166188120027882' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/7966166188120027882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/7966166188120027882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2008/07/fantasmas.html' title='Fantasmas'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SHzApzXe8mI/AAAAAAAAADg/B0vc5tlpTA0/s72-c/fantasma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-5086730755079884664</id><published>2008-06-29T11:15:00.000-07:00</published><updated>2008-06-29T11:34:19.098-07:00</updated><title type='text'>Amigdalite x produtividade</title><content type='html'>Contradizendo o que escrevi dois posts abaixo, não levou tanto tempo quanto eu imaginava mudar o visual do blog. Trancafiado em casa, de molho desde as 19:00 de sexta-feira por conta da minha velha amiga amiga amigdalite, tive tempo de sobra para me preocupar com esse hobby. Além de mudar o visual ( como espero que tenham percebido), atualizei também meus sites e blogs favoritos ( como naquele momento não me ocorreram muitos, voltarei a atualizar assim que possível). Pensei também em colocar uma barra de vídeos, deixar o espaço multimídia, mas cheguei à conclusão que sairiam do foco, o que me fez desistir. Continuará apenas com textos mesmo, com uma ou outra foto meramente ilustrativa. Falando em texto, tive tempo ainda de publicar um post, que se encontra abaixo desse, se trata de uma carta que escrevi para compor um livro que seria publicado junto a diversos outros "escritores amadores"...é, com aspas mesmo, se chamaria "Cartas que nunca enviei" ou algo assim. Como não havia acertado nada ainda com quem estava organizando e recolhendo material para a publicação, havia parado esse texto na metade, mas como gozava de tempo sobrando esses dias e já tinha assistido todos os DVDs que tenho na minha coleção, resolvi terminá-lo. Se trata obviamente de uma carta e foi um texto que eu particularmente gostei muito de escrever, apesar de nunca achar que meus textos estão bons o suficiente. Baixa auto-estima literária, se é que isso existe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, espero que gostem&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-5086730755079884664?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/5086730755079884664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=5086730755079884664' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/5086730755079884664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/5086730755079884664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2008/06/amigdalite-x-produtividade.html' title='Amigdalite x produtividade'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-4363828122064745411</id><published>2008-06-28T17:25:00.000-07:00</published><updated>2008-06-28T21:30:00.718-07:00</updated><title type='text'>Meninas, mulheres...</title><content type='html'>Seu rosto de menina com olhares de mulher ainda não deixaram minha retina. Sua voz quase sussurada, em respostas monosilábicas e tímidas, ainda reverbera no fundo do meu timpano, mas não se preocupe, tudo isso irá embora um dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não lembro quando te conheci e isso não importa. Lembro-me apenas como foi e sei que você também não deve ter esquecido. É, naquele tempo não eramos nada demais; eu era só mais um, e você mais uma  dentre todos que nos rodeavam. Lembro que tomávamos vinho, sem gelo, lembro do seu perfume suave; lembro também do dia que te levei ao cinema, e do remorso que senti por não ter beijado sua boca na nossa despedida, com medo estar errado, enquanto você parecia querer acertar. Me lembro também que depois disso nos afastamos. O tempo passou, eu mudei, você mudou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algum tempo depois nos vimos quase de relance em uma festa, você de camiseta, calça jeans e tênis e eu usando qualquer coisa, você sorriu, eu sorri de volta. Naquele dia você estava com ele; com um aperto de mão e prazer em conhecê-lo, me despedi e segui em direção ao bar, não mais ao banheiro. Percebi nesse momento que o sumiço tinha nome, mas que eu não me lembrava qual era. Coloquei uma pedra no assunto e no seu nome, conheci outros lugares, bebidas, pessoas. Eu mudei; você teria mudado? Me esforçava para não me perguntar, mas nunca me esforcei o suficiente para nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um esbarro do destino, nos esbarramos pela internet e tudo aquilo voltou, aquilo em mim, que talvez não existia em você. Você com ele e eu comigo, provavelmente como deveria ser. Porém, ao ir contra esse presságio, que me dizia que o jogo estava perdido mesmo antes do juiz apitar o começo, eu me senti mais vivo, meio tentado e um pouco desafiado, e por isso me esforcei para não ouvir minha cabeça e deixar que meu coração puxasse as grossas correntes que me levavam até você. Por um tempo valeu a pena, afinal, mesmo de longe eu parecia estar ganhando, ignorava como um cavalheiro a existência de um adversário, mesmo que ele estivesse a bons passos na minha frente e já com seu coração na mão. Me concentrava apenas em fazê-la sorrir; tarefa fácil, pois a beleza do seu sorriso sempre esteve no fato de você não negá-lo em momento algum, mesmo quando a piada era com você, que me chamava de "bobo", mas sorria gostoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto tempo isso durou? não sei...Semanas? Dias? Horas? Importa? Não sei a resposta para nenhuma delas, aliás, você sempre soube que tenho mais perguntas que respostas, embora nem sempre elas sejam feitas quando e como deveriam. Só o que sei responder é que foi bom, embora somente platônico e binário, que sempre que o computador apitava eu esperava com frio na barriga que fosse o nome estrelado. Depois disso, você sumiu, mas reapareceu, dizendo ter tido problemas no computador e insistindo para nos vermos, eu aceitei e marcamos. No dia marcado, a hora custou a chegar e meu expediente durou, dentro da minha cabeça, pelo menos dezoito, das oito horas normais. No horário marcado, eu estava lá, você não. Longos 20 minutos depois, ouvi dizer que o atraso tinha nome, aquele que eu não me lembrava, e fui para casa. Costumamos nos sentir idiotas quando pensamos que algo nunca aconteceria, e acontece; neste caso, eu sabia que poderia acontecer, mas me senti idiota do mesmo jeito. As bebidas que íamos tomar juntos, tomei sozinho, e segui para a minha casa, ouvindo Beatles no MP3 e tentando entender como garotos espertos como eu caem no conto do vigário tão facilmente. Não consegui me responder, mas sentia que não era certo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o quê era certo afinal? desde o começo, o errado era eu, de já começar a corrida depois de várias voltas do adversário. Eu queria um título que não poderia ter, porquê dessa vez você que provavelmente teve medo de estar errada, quando eu decidi acertar....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro dia você apareceu e mandou uma longa mensagem, pedindo mil desculpas e dizendo que também não esperava, eu sorri por fora, para meu monitor, mas não sorri para você, apenas respondi que não tinha problema e nós voltamos a nos falar quase normalmente. Até você sumir novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não importava se o sumiço tinha nome, importava que tivesse sentido, e para você, provavelmente teve, pois não respondeu à mensagem que eu te enviei depois de algumas horas de cervejas com amigos, de beijar outra garota e perceber que era você que eu queria encostar na parede, e que eram seus olhos que eu queria ver, quando os meus se abrissem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já faz um tempo desde esse dia. De lá para cá eu mudei,  mas não me pergunto mais se você mudou, porquê já não faz diferença. Não sei se você errou por ter medo de errar, ou acertou quando não quis me deixar acertar, mas isso também não importa.Há alguns dias o computador apitou e seu nome surgiu, com estrela e tudo, mas o frio na barriga não, e dessa vez não sorri apenas para o monitor, sorri para mim e para a minha vida, que não tem tudo e nem você, mas tem um pouco de todo o resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia nos esbarraremos novamente, talvez em uma festa, talvez em um bar ou em um casamento, que pode ser o seu, que pode ser amanhã. Quando esse dia chegar, as impressões que tenho de você serão apenas uma vaga, gostosa e sofrida lembrança. Nesse dia, perceberemos que eu é que estava errado e que você acertou, e que a espera e a calma fazem tudo ir embora;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até meninas e mulheres.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-4363828122064745411?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/4363828122064745411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=4363828122064745411' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/4363828122064745411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/4363828122064745411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2008/06/meninas-mulheres.html' title='Meninas, mulheres...'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-5495842500094388320</id><published>2008-06-26T09:01:00.000-07:00</published><updated>2008-06-26T09:03:41.940-07:00</updated><title type='text'>Cansei</title><content type='html'>Antes do próximo post pretendo mexer no layout. Anda muito verde e muito chato de se ver. Levando em consideração minha inaptidão para qualquer trabalho desse tipo, por mais simples que possa ser, pode ser que demore um pouco. Meus planos são para o fim da semana...vamos ver...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-5495842500094388320?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/5495842500094388320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=5495842500094388320' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/5495842500094388320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/5495842500094388320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2008/06/cansei.html' title='Cansei'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-8272381363334476503</id><published>2008-06-25T13:14:00.000-07:00</published><updated>2008-06-25T13:32:46.292-07:00</updated><title type='text'>Decisões</title><content type='html'>Tem momentos que são decisivos, onde somos compelidos a agir sem tempo para pensar. Nesse tipo de situação a única opção é escolher uma das disponíveis e ir em frente, quase como chegar a um entroncamento na estrada estando a 140km/h: esquerda, direita ou guard-rail, escolha! Àqueles que dizem que o homem quando age por instinto ativa uma espécie de “sexto sentido” que aponta instantaneamente a saída certa, eu, em verdade, vos digo que estão errados. Geralmente, quando é necessário que façamos uma escolha por instinto, fazemos a errada, ou menos acertada, dependendo das conseqüências. Mas tudo bem, ninguém é obrigado a pensar rápido agir e acertar 100%. O problema é ter tempo para pensar, planejar a ação, executar... e fazer merda. Grande problema para os outros, para mim é rotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um domingo cedo qualquer, desidratado pela ressaca e sem um centavo no bolso para tomar uma água, a pior decisão que poderia ter tomado era a de passar no shopping para sacar alguns trocados. Foi a que tomei. O horário era entre 10 e 11 da manhã, não mais, o estabelecimento meio vazio, apenas alguns vendedores sonolentos se recostavam às portas das lojas, esperando algum eventual cliente madrugador. Subi os três lances de escadas rolantes em direção ao caixa eletrônico, tirei o dinheiro e peguei o caminho de volta, parando ocasionalmente para olhar alguma coisa que me chamasse a atenção em uma das centenas de vitrines. Dois lances abaixo depois, e fazendo a volta para a terceira descida, tive o meu caminho cortado por uma senhora que levava uma criança no braço direito e carregava uma pamonha na mão esquerda, se encaminhando na mesma direção que a minha. Mesmo abalado pelo sono e pela ressaca que já começava a trazer sua dor de cabeça característica, eu consegui antever que algo daria errado. Ao pisar na escada rolante, a velha senhora desequilibrou, desequilibrou a criança e a pamonha balançou, mas se mantiveram os três no degrau, 100% verticais. Dois degraus acima estava eu, e durante o percurso de descida percebi que a saída daquela escada seria bem menos suave do que a entrada. Sentindo a mesma responsabilidade que abateria o Homem-Aranha ou o Superman, mas com a ausência dos superpoderes e com os movimentos mais lentos do que os de um ser humano normal por conta da rebordosa, eu não me deu conta de que não conseguiria salvar os três, como fariam facilmente qualquer um desses heróis. Logo, teria que escolher entre a velha senhora, a criança ou a pamonha. Salvar só a pamonha deixaria a cena parecendo um roubo em área rural, onde o meliante atropela a velhinha, rouba a pamonha e corre para o mato, a fim de se deliciar com os espólios da ação, e definitivamente aquela não era a minha intenção. Faltava pouco para terminar a descida e eu ainda não tinha me decidido entre salvar a senhora ou a criança, embora soubesse que a decisão deveria ser tomada de qualquer forma. Se abster não era uma opção. Antes que os últimos gomos de metal da escada rolante adentrassem abaixo do piso eu me decidi: salvaria a criança, afinal, a velha já tinha vivido bastante e provavelmente agüentaria melhor o “knock down”. Com isso em mente, era somente aguardar. Quando a senhora pisou para fora da escada, tudo que eu imaginei aconteceu: O pé esquerdo usado para sair na escada rolante, o peso da criança no braço direito e a mão esquerda inutilizada por segurar a pamonha foram os principais agentes de desequilíbrio, que se combinaram à falta de força da anciã em uma perna só e a gravidade, que não tira folga nem aos domingos de manhã, para levar os dois ao chão. Só não foram os dois por conta da minha intervenção rápida e enérgica , que puxei a criança no ultimo segundo, dei um salto e aterrissei em uma área segura, um metro a frente a tempo de ouvir a velha senhora e a pamonha se chocarem contra o piso laminado do centro de compras. Sentindo-me um herói, com a criança chorando em meu braço como um troféu pelo salvamento, esperei pelas congratulações. Alguns dos passantes pararam e ajudaram levantar a senhora, que limpou na blusa os restos esmagados do doce de milho e veio na minha direção para reaver o rebento e, na minha cabeça, me agradecer por pensar rápido e salvá-lo de alguma severa escoriação. Ao contrário do que minha cabeça me dizia, a senhora me olhou feio, assim como todos que a rodeavam, tomou a criança de meus braços com truculência e saiu pisando duro e praguejando, provavelmente contra mim e por ter perdido a pamonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem saber se agi certo ou errado, ou o que outra pessoa faria em meu lugar eu saí e fui atrás de uma garrafa d´agua, afinal, a ressaca já estava pegando forte...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-8272381363334476503?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/8272381363334476503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=8272381363334476503' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/8272381363334476503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/8272381363334476503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2008/06/decises.html' title='Decisões'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-6532793465547369431</id><published>2008-06-11T10:51:00.000-07:00</published><updated>2008-06-11T10:53:18.525-07:00</updated><title type='text'>Na porta ou na parede...</title><content type='html'>A paixão pela leitura não respeita lugar. Para quem gosta desse tipo de exercício intelectual, tanto faz se está deitado no sofá de casa, em pé no metrô ou sentado na privada. No último caso principalmente, pois desvia a atenção do esforço demandado para o perfeito cumprimento do dever fisiológico. Por vezes, além de se distrair, na falta de material feito especificamente para leitura, pode-se aumentar exponencialmente seu conhecimento de mundo ao descobrir, por exemplo, quais são os ativos químicos contidos na sua pasta de dente. Outra hipótese, é a de expandir os conhecimentos de quem usa o mesmo sanitário que você, revelando seus pensamentos, críticas ao sistema, aquela veia poética que só sua avó conhecia e o melhor: anonimamente. Claro que emporcalhar o banheiro da sua própria casa seria burrice e seus pais provavelmente o fariam limpar, mas em banheiro público não há problema, pois além de transformar em um ambiente mais intimista, contribui com a diversão de terceiros, que assim como você, não tiveram tempo de chegar em casa e foram obrigados a agüentarem o cheiro azedo e o assento nada higiênico por forças maiores da natureza. Nesse tipo de redação em especial, a criatividade é indispensável. O tema não importa, o necessário é que mexa com o inconsciente e o emocional daquele, que ali sentado, faz força para botar pra fora o que precisa. Desde que seja público, o local não importa, embora haja diferenças básicas, exemplifico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um banheiro de faculdade, próximo às salas de comunicação social: "O tsunami na Ásia na verdade foi uma bomba atômica no Pacífico... Desconfie das notícias!”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De engenharia: "a diferença entre cagar e dar o cú é meramente vetorial"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De filosofia: “Se eu pudesse fazer o que eu não posso fazer,como eu saberia o que fazer?”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E naquele do cursinho, para aqueles que ainda sonham com o curso superior e se preocupam com o resultado do vestibular: "Enquanto você está cagando, tem um japonês estudando”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saindo do campo estudantil, existem os banheiros de bar, forrados por anúncios de pessoas buscando parceiros amorosos ou sexuais, lançando pensamentos sobre a vida (“A Verdadeira felicidade consiste em chegar a tempo neste local”), clamores amorosos, ainda que endereçados para aquela pessoa que nunca terá a oportunidade de ler (“Karina, te amo!!!!”, Retirado de um banheiro masculino). Alguns simplesmente expõem a sua situação (“Estou bêbado”), voltam a afirmar na semana seguinte, ao lado da citação anterior (“Mais um dia Bêbado”) e, quando muda o dono do bar e a parede é pintada, vêm uma terceira citação, se reafirmando e lançando um desafio ao novo proprietário do estabelecimento (“Muda o dono, pinta a parede e eu continuo bêbado”). Alguns chegam inclusive a discutir ao longo da parede, começando por uma reprimenda àqueles que ali escrevem: “Não rabisque a porta, mostre a sua cultura”. Nesse ponto, algum desses a quem a mensagem se dirigia, bebeu um pouco além e se revoltou com a bronca. Por coincidência ou não, tinha uma caneta no bolso e mandou a deselegante réplica: “Perdi a cultura quando comi sua mãe”. Atacado em seus brios, o autor da primeira mensagem treplicou: “Então me chupe e a recupere!”. Nesse ponto a parede chegou ao fim e a briga não pode ter continuidade, para tristeza dos leitores, que tentavam imaginar qual seria a próxima investida do bêbado revoltado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por se tratar de ambientes geralmente pequenos, saber trabalhar com pouco espaço é fundamental. Trabalhar no tamanho da fonte e usar cor escura (no mínimo azul escura), para que fique legível por todos que estejam sentados. Alguns aproveitam e brincam com o espaço, por vezes fazendo o leitor de bobo, escrevendo na porta “olhe para a esquerda”; no lado esquerdo: “Olhe para o outro lado” e finalmente na direita: “olhe para o outro lado novamente e sinta-se em Rolland Garros!”. É óbvio que o público do banheiro do bar é o mesmo que freqüenta suas mesas e dependendo do local, o público é mais ou menos culto, em alguns casos, bilíngües e poetas ao mesmo tempo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"El que viene a cagar&lt;br /&gt;Y de hacer versos se acuerda&lt;br /&gt;No se lo pudes negar&lt;br /&gt;Es un POETA DE MIERDA."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E outros, como eu faço agora, apenas se despedem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Boa cagada que eu já vou indo...”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-6532793465547369431?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/6532793465547369431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=6532793465547369431' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/6532793465547369431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/6532793465547369431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2008/06/na-porta-ou-na-parede.html' title='Na porta ou na parede...'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-8901421293235403606</id><published>2008-05-26T11:15:00.000-07:00</published><updated>2008-05-26T11:16:56.084-07:00</updated><title type='text'>Passeio no Centro...</title><content type='html'>Para se conhecer a verdadeira São Paulo é importante passar um dia no centro histórico. Todo o emaranhado de prédios, mendigos, prostitutas e engravatados é, sem dúvida, uma das grandes fotografias da cidade. Todo o anel central que se estende da Liberdade à Luz e da República ao Parque D. Pedro é palco de cenas esquisitas, atores inesperados e histórias engraçadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de todo a agitação dos dias úteis, uma ótima maneira para se aproveitar o centro da cidade é ir até lá no fim de semana, em um sábado na hora do almoço, por exemplo. É divertido escolher a esmo um dos botecos e se sentar com amigos para tomar uma cerveja e ver o dia passar. Na minha última visita, eu e dois amigos escolhemos um bar de esquina, ao lado da Praça João Mendes, esquina com a Av. Liberdade e atrás da Catedral da Sé. A localização era ótima, o trio “Calor, Original e calabresa”, além das ímpares personalidades que me acompanhavam, eram fatores que anunciavam uma ótima tarde pela frente. Como de praxe, escolher a mesa onde passaríamos as próximas horas era uma decisão importante, pois precisa atender a três princípios básicos: Visão privilegiada de quem passa pela rua e de quem entra, proximidade do banheiro e boa visibilidade do garçom. Caso o bar possua mesas na parte externa, a distancia do banheiro pode ser sacrificada pelo privilégio de estar ao ar livre e ter visão panorâmica do que acontece ao redor. Nesse dia e bar em particular, nós fizemos essa opção, tomando o vento que vinha da Av. liberdade e seguia para a Sé, com visão para as “Belas da tarde”, prostitutas que trabalham encostadas nas floriculturas da praça ao lado da João Mendes e que receberam esse nome em uma ótima matéria da Folha de S. Paulo. Acomodados, chamamos o garçom e pedimos o inventário do bar, “Original” e “Bohemia” geladas, “Brahma” e “Skol” mais ou menos, ficamos com a “Original”, pedimos alguns lanches para fazer o fundo e deixamos os trabalhos iniciarem, era 12:30. Meia hora depois estávamos na terceira gelada, o garçom já havia recolhido os restos de guardanapo e potes de Catchup, mostarda e maionese que restaram sobre a mesa após a rodada de lanches. Lembranças de épocas passadas, comentários sobre amigos em comum e sobre os transeuntes que por ali passavam eram assuntos que se revezavam no script da conversa da mesa, recheado por comentários maldosos e risadas mais altas que o normal, propiciadas pelo aditivo de cevada fermentada. Até aquele momento, ignorávamos as prostitutas que se encontravam a alguns metros de distancia, se empenhando na captação de clientela. Porém, uma vez que o assunto começou a diminuir e o número de garrafas na mesa a aumentar, descobrimos que olhar e comentar sobre as “belas”, que de belas tinham pouco, e sobre seus possíveis clientes era um esporte interessante e ia bem com a porção de fritas que acabávamos de pedir. 10 minutos depois, chega o Alemão com a porção, uma Original e, percebendo os rumos da nossa conversa, passa a radiografia de todas as moças do local, com detalhes como preço, tempo de programa, média de clientes/dia, detalhes dos serviços prestados, locais utilizados para os programas, esquema de segurança com policiais. Enfim, um verdadeiro conhecedor do comercio que se desenrola em frente ao seu bar diariamente. Afim de verificar se a informação relativa ao tempo de programa que o Alemão contou ( única informação possível a nós validar, uma vez que não queríamos nos levantar da mesa), passamos a cronometrar o tempo gasto entre a garota sair acompanhada e voltar sozinha, deduzíamos o tempo que levava para chegar ao hotel e demais protocolos e chegávamos a uma estimativa do tempo da “ação” propriamente dita e chegamos à conclusão de que o garçom sabia do que falava, o que nos levou a desconfiar que ele seja um cliente regular, mas decidimos não perguntar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra grande diversão era imaginar quais clientes efetivamente procuravam pelos serviços, quais apenas especulavam e quais eram tímidos, pois passavam duas ou três vezes pelo local antes de fazer qualquer pergunta. Depois de horas de observação e análise, nos tornamos “experts” em reconhecer cada tipo que abordava e conseguíamos inclusive dizer quem iria “arrastar” ou não, o que levou a um novo jogo: Sempre quando uma “bela” era abordada, começávamos em coro “Vai arrastar, vai arrastar”, se o cara não levasse, havia um coro em protesto “Ahhhhhhhhhhhhh!”, se levasse, gritávamos todos na mesa e dois caras da mesa ao lado, que também gostaram do exercício: “AEEEEEEEEEEEEEEE” e todos brindavam com seus copos. Algum tempo e 15 cervejas depois, as moças perceberam nosso jogo, e sorriam para nossas graças talvez enxergando em nossas mentes turvas por litros de Original, clientes em potencial, o que nós correspondíamos com mais graças e acenos de convite para integrarem a mesa, que elas educadamente ignoravam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 horas e 21 cervejas ( a “caidera” foi por conta da casa) depois, fechamos nossa conta, cumprimentamos os novos amigos que já não lembrávamos o nome, prometemos ao Alemão que voltaríamos em breve e saímos passeando pelo centro, afinal, a noite estava apenas começando...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-8901421293235403606?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/8901421293235403606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=8901421293235403606' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/8901421293235403606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/8901421293235403606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2008/05/passeio-no-centro.html' title='Passeio no Centro...'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-5223633159919152130</id><published>2008-05-26T07:05:00.000-07:00</published><updated>2008-05-26T07:11:00.740-07:00</updated><title type='text'>Republicado</title><content type='html'>Revisitando antigos textos, achei o endereço de um outro blog que eu mantinha antes desse. A maioria dos textos que lá estão eu não gosto e por isso vou omitir o endereço, mas tem um que eu gostei muito de escrever, mas pouquíssimas pessoas puderam ler, pois na época eu não costumava divulgar o espaço. Portanto, para quem ainda não leu, pra quem leu e gostou, ou quem apenas procura um motivo para não trabalhar, republiquei no post abaixo desse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ótima semana a todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps. Durante essa semana quero publicar outro texto que escrevi, mas preciso de uma autorização especial...então tenho que aguardar....rs&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-5223633159919152130?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/5223633159919152130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=5223633159919152130' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/5223633159919152130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/5223633159919152130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2008/05/republicado.html' title='Republicado'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-1241649534613253660</id><published>2008-05-26T07:03:00.000-07:00</published><updated>2008-05-26T07:05:19.263-07:00</updated><title type='text'>Ônibus!</title><content type='html'>Ônibus são sempre ambientes curiosos. Um lugar onde se espreme 50 ou mais pessoas estranhas, às vezes por um grande período de tempo, é quase uma aula de sociologia. É divertido observar. E de graça.Começa o show quando o ônibus para em seu ponto de partida e os passageiros começam a entrar. Não existe uma formula matemática de como é feita a distribuição das pessoas pelos bancos, mas é mais ou menos assim: Conforme vão entrando, as pessoas vão ocupam em primeiro lugar a parte traseira do coletivo e os bancos mais próximos da porta de trás, o que eu chamo de “distribuição estratégica”, uma vez que inconscientemente as pessoas estão ocupando os lugares onde o acesso à saída ficará mais fácil e cômodo mesmo depois dos corredores estarem entupidos. Essa mentalidade se aplica apenas aos 10 primeiros passageiros, pois daí pra frente, os bancos próximos às portas já estarão ocupados por uma pessoa cada um e, seguindo o que eu chamo de “ regra da distância”, as pessoas naturalmente ocuparão os outros bancos vazios, mesmo os mais distantes da saída, antes de se sentarem ao lado de um estranho. Essa é uma atitude bem típica e compreensível, afinal, como você se sentiria se fosse o primeiro a entrar em um ônibus e a próxima pessoa a entrar se sentasse ao seu lado, mesmo com todos os outros bancos vazios? Desconfortável? Eu também. Mas não se preocupe, isso provavelmente nunca acontecerá. Então vamos em frente.Talvez o maior dilema que eu enfrente ao andar de ônibus, diz respeito a ceder o meu lugar, às vezes conquistado à custa de muita espera em uma fila imensa. Idosos e pessoas com crianças de colo e deficientes não entram nesse dilema, pois é lei, então não há o que discutir. Só respeitar. E parar de fingir que está dormindo, que isso é muito feio. O dilema a que me refiro, diz respeito ao cavalheirismo do qual todos os homens são pressionados a representar. Mais especificamente: Eu entrei, sentei, e ao meu lado, em pé, pára uma moça cheia de sacolas, salto alto e cara de sofrimento que faria um até um nazista ficar com pena. Qual a atitude correta? Levanto e deixo ela se sentar? Seguro as sacolas? Finjo que estou dormindo? Geralmente escolho a segunda opção, seguro as sacolas. Até hoje nunca levantei. Ficaria um clima estranho, mesmo se ela aceitasse. Não vou dar uma de hipócrita também e dizer que nunca fiz a terceira. Mas aconteceu porquê me ofereci para segurar as sacolas de uma moça e não vi que ela estava com uma amiga, também com uma mochila. Porém, no meu colo já se encontrava a minha mochila e a da outra moça, de modo que uma a mais comprometeria minha capacidade de me segurar dos solavancos. Então tomei uma atitude simples: Virei a cabeça em direção ao vidro abri um pouco a boca e até encenei alguns roncos. Antes um dorminhoco do que um mal-educado.Existem também aqueles que são simpáticos e puxam conversa com os companheiros de viagem. Geralmente não me sinto a vontade com essas pessoas, mas não é regra. Normalmente, se chego a fazer algum comentário com a pessoa do lado, é sempre em respeito ao trânsito, à chuva ou alguma eventual cagada do motorista. não sai disso. Semana passada aconteceu uma cena curiosa: Voltando para casa da faculdade, por volta das 23:30, meio cansado e meio molhado, eu vinha tentando dormir na tocada tranqüila do coletivo. Tentando porquê ao meu lado vinha uma moça que tentava marcar uma consulta em algum hospital pelo celular, que volta e meia ficava com o sinal fraco, e para se entender com a recepcionista do outro lado, ela falava meio alto. Paciência. Porém, em um determinado momento, a perua fez uma manobra meio esquisita e quase bateu de frente com um ônibus que vinha em sentido contrário. Eu nem percebi, estava sonolento demais, mas a moça ao meu lado surtou. Desligou o celular, olhou pra minha cara e falou “ Você viu o que ele fez?” eu respondi que não e tentei demonstrar que queria dormir, mas ela estava possuída por alguma espécie de espírito tagarela, ou tendo uma overdose de adrenalina e não me permitiu esnobá-la: Apontou pra fora da perua e falou em um tom meio alto para o horário: “ FOI NAQUELA DELEGACIA QUE TIREI MEU RG”. Eu não sabia se tinha entendido bem o comentário e muito menos o que responder, mas tentei demonstrar que aquele era um comentário tão rotineiro quanto um “será que chove?” e respondi com uma cara neutra: “o meu foi no poupa-tempo”. Grande... Grande erro. Por causa dessa resposta, talvez mais fora de hora do que a pergunta, fui obrigado a ficar o restante da minha viagem conversando sobre documentos e sobre como os tempos mudaram a esse respeito, com até algum tipo de nostalgia. É em dias como esse que percebo como a simplicidade cultural do brasileiro parece não ter limites para surpreender, como somos capazes de falar muito sobre nada e sobre como em situações como essa, parecem não existir barreiras entre as pessoas. Mas no meu caso, sinceramente, depois de uma viagem como essa, eu geralmente me pergunto:Cade meu carro?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-1241649534613253660?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/1241649534613253660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=1241649534613253660' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/1241649534613253660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/1241649534613253660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2008/05/nibus.html' title='Ônibus!'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-7457313322283739600</id><published>2008-05-15T12:18:00.000-07:00</published><updated>2008-05-15T12:23:55.974-07:00</updated><title type='text'>Nomes....</title><content type='html'>Nomes são apelidos da alma, ou os apelidos são os nomes da alma? Não sei onde ou quando li isso, provavelmente em alguma crônica de Veríssimo ou Prata, e nem qual é a frase correta, mas é fato que certos apelidos dizem mais sobre a pessoa do que seus nomes, do mesmo modo que alguns nomes parecem apelidos. Hoje não falarei sobre apelidos, porquê eles sempre dizem tudo o que querem dizer, sem precisar perguntar. O “Cabeção”, o “Magrelo” e o “Cabelo”, por exemplo, são personagens recorrentes em quase todas as turmas de bar, camping ou quadras de futebol society e suas descrições físicas são tão óbvias que não necessitam de comentários. O fato a que me atenho ao escrever, são de nomes que parecem ser criados para um determinado tipo de estereotipo principalmente na época de infância, na turma de escola, exemplifico: Ana Paula, menininha desengonçada, cabelos cacheados e presos na parte de trás da cabeça com uma “piranha”, olhos grandes, normalmente não tomava partido em turminhas da escola; não era da turma do canto, nem do fundo, nem da frente. Sentava-se no meio, zona apenas de circulação de pessoal que vai do fundo pra frente, de um lado pro outro ou vice-versa. Provavelmente junto com a Márcia, gordinha, ri de tudo, mas se espanta quando alguém percebe. Marcelo é aquele cara gente boa, te chamava pra ir jogar bolinha de gude na calçada, só andava com uma bermuda preta, meio desbotada e tinha uma mãe de voz estridente, que saia na janela e gritava “ Máááá, vem almoçarrrrrr”, fazendo até a menina que estava pulando corda com as amigas do outro lado da rua perder o ritmo e ser chicoteada pela corda de varal nas pernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todos esses nomes, porém, doi são grandes esteriótipos. Um deles é Maria Luiza. Talvez os pais recebam uma iluminação divina quando pensam no nome da futura menininha e só coloquem esse nome nas predestinadas a serem estudiosas. São aquelas que sentam despudoradamente à frente da sala, tem óculos de aros grossos e marcas de expressão permanentes na testa de tanto resolver teoremas e decifrar contos machadianos. O último e mais esteriótipo de todos é Flávio, sujeito bonito, semelhança surpreendente com antigos galãs do cinema. Inteligente, é capaz de traçar um paralelo entre a obra de Van Gogh e a música dos Racionais. Simpático, consegue conversar sobre futebol com seu pai enquanto ensina à sua mãe uma receita de bolinho que só sua avó sabia e que até aquele momento aparentemente tinha se perdido na mudança que seus avós fizeram de Minas para São Paulo. É amigo de todo mundo e só não faz mais sucesso porquê não assobia e chupa cana ao mesmo tempo, por não gostar de cana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não concorda? Então esqueça tudo que eu disse...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-7457313322283739600?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/7457313322283739600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=7457313322283739600' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/7457313322283739600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/7457313322283739600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2008/05/nomes.html' title='Nomes....'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-5392594932784073040</id><published>2008-05-12T12:03:00.000-07:00</published><updated>2008-05-12T12:17:13.766-07:00</updated><title type='text'>Mais cultura!</title><content type='html'>Sei que há algum tempo não posto nesse blog, mas sinceramente ando sem tempo para pensar em novos temas e menos tempo ainda para sentar e escrever alguma coisa. Dias atrás, porém, conversando com uma amiga, eu cheguei à conclusão de que não conheço nada do roteiro cultural da cidade onde moro, a famigerada São Paulo. De tudo que essa cidade oferece em termos de museus, exposições, cinema e música, conheço apenas um roteiro simples de bares e baladas, o que significa que estou muito mais propenso a terminar o sábado bêbado do que com alguma bagagem cultural a mais. Contudo, esse quadro está prestes a se modificar: Me comprometi, a partir da próxima semana, a conhecer todas as atrações culturais e históricas de SP, como o MASP, o MAM, o Museu da Língua Portuguesa, Pinacoteca e muitos outros que até hoje só havia passado perto e me envergonho de não conhecer, principalmente por ser um estudante de comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, tirando esse fim de semana, que pretendo viajar, a partir do próximo vou procurar um desses locais para conhecer e talvez até tirar algumas fotos...quem quiser me acompanhar, só falar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem sabe não terminamos o sábado em um bar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-5392594932784073040?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/5392594932784073040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=5392594932784073040' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/5392594932784073040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/5392594932784073040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2008/05/mais-cultura.html' title='Mais cultura!'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-4136641215820352987</id><published>2008-03-26T13:50:00.000-07:00</published><updated>2008-03-26T13:55:05.075-07:00</updated><title type='text'>Coração de jornalista</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/R-q3nxhw2iI/AAAAAAAAAB0/O9av0OBZ8_8/s1600-h/jornalista.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182156215180909090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/R-q3nxhw2iI/AAAAAAAAAB0/O9av0OBZ8_8/s320/jornalista.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costumo dizer que a profissão de uma pessoa diz muito sobre a sua personalidade. Salvo em alguns casos, o comportamento que uma pessoa tem em horário comercial sempre se reflete na vida pessoal. Tudo bem que nem todos os médicos são saudáveis, personal trainers magros ou padres pedófilos, mas sempre gostei de generalizar as coisas e dessa vez não farei diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora ainda não seja um jornalista de diploma, e nem conheça muitos que sejam, convivo com dezenas de pessoas que enxergam nessa profissão um caminho para seu futuro e outras dezenas que já desistiram de ver algum futuro, mas não sabem fazer nada além de escrever e beber quase todos os dias, então persistem. O grande problema dessa profissão decorre exatamente de um dos seus objetivos primários: ser objetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estudantes de jornalismo, somos impelidos a ser sempre objetivos, afinal, nunca teremos o espaço que gostaríamos para escrever ( Quer dizer, a menos que seja um espaço como esse, onde ninguém nos paga) de modo que temos que aprender a escrever menos, mas com a mesma quantidade de informação, que é o que nossos professores costumam chamar de “objetividade”. “Vá direto ao ponto e pare de historinha” costumam dizer. Para isso existem obviamente regras pragmáticas que possibilitam esse “enxugue”, e que não vale a pena serem explicadas aqui, a menos que você queira aprender jornalismo, coisa que eu duvido e que sua mãe não aprovaria. O grande problema é quando o uso dessas técnicas desenvolvidas no ambiente acadêmico são usadas no cotidiano, o que é inevitável, e nos pegamos agindo como jornalistas, ao invés de pessoas normais. Alguns desses “tiques” não costumam gerar ruídos em relações interpessoais, pelo menos não na maioria das vezes, pois as vezes eu sinto que posso ser meio indiscreto demais, mesmo com pessoas desconhecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu _Ah, seu namorado terminou com você? Como aconteceu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma amiga _Ah, eu vi ele com outra menina... (com olhos tristes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu _ Mas ele estava fazendo o que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela_Estava conversando com ela...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu _Mas então não pode ser que eles fossem apenas amigos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela _Não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu _Mas porquê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ela _Porque não ( já meio irritada)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu _Então não estavam só conversando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela _ Não, ele tava beijando ela, entendeu? ( já com cara de “Se toca”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu _ Ahhh....&lt;br /&gt;Muito depois percebo que no momento eu fui meio inconveniente, mas obtive a informação inteira, ou pelo menos um lado dela. Ainda tenho o freio de não ligar para o rapaz e pedir a versão dele, como manda o bom jornalismo, e acho que por isso ainda tenho alguns amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com relação à objetividade, porém, grandes problemas podem ser gerados, principalmente no que se diz respeito no trato às mulheres. Não que jornalista seja indelicado, bruto ou algo do tipo. Pelo contrário! A maioria deles são geralmente educados, inteligentes e articulados. Porém, são objetivos. Está afim? Que bom! Não está? Ótimo! Sem drama, sem historinhas, como deve ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje de manhã tive um grande exemplo de possíveis problemas com o uso da objetividade. Um colega de redação, que tinha sido convidado para viajar com uma menina, mas não estava com vontade. Afim de decidir rapidamente a questão, uma vez que tinha prometido pensar havia duas semanas e ainda não respondera, decidiu usar o E-mail para findar com o compromisso. Impessoal? Sim, meio frio? Com ressalvas, uma vez que um E-mail bem escrito tem a mesma eficácia das antigas cartas de amor, mesmo com a ausência da espera pelo carteiro, figura romântica de intermediação. Nesse caso, contudo, não foi bem assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na faculdade, aprendemos como uma das regras de objetividade, o sistema de “Lead”, onde todos as informações principais estão inseridas no primeiro parágrafo, para dar mais agilidade à leitura. Claramente o sistema destoa completamente do tom de uma carta pessoal, endereçada a alguém a que se tenha algum interesse amoroso ou qualquer coisa relacionada. Mas sem isso ou talvez nada na cabeça, ele o fez. E fez com o que meu professor costuma chamar de “Lead trovão”, Curto e grosso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Fulana de tal”, não vou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinco palavras e um ponto de exclamação. Claro, isso foi só pra começar, tiveram mais dois parágrafos de documentação, o primeiro dizendo o porque de não ir e o segundo fazendo projeções para o futuro, no caso dele, otimistas demais. 1500 caracteres e estava desmarcado. Só faltou a foto pra manchete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre exaltam que o que importa é seguir o coração. Meu professor sempre diz que devemos ter o jornalismo coração, e pelo visto o dele também.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-4136641215820352987?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/4136641215820352987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=4136641215820352987' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/4136641215820352987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/4136641215820352987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2008/03/corao-de-jornalista.html' title='Coração de jornalista'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/R-q3nxhw2iI/AAAAAAAAAB0/O9av0OBZ8_8/s72-c/jornalista.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-6625397638453630751</id><published>2008-01-09T15:59:00.000-08:00</published><updated>2008-01-09T16:09:07.673-08:00</updated><title type='text'>Salada</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/R4ViDlzQdeI/AAAAAAAAABY/rJak3o_1NiE/s1600-h/alface.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5153633162421630434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/R4ViDlzQdeI/AAAAAAAAABY/rJak3o_1NiE/s320/alface.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sou contra o conceito de salada. Do meu ponto de vista, comer algo que tem o mesmo cheiro e textura dos capins que crescem nos terrenos baldios não é só estranho, mas antinatural. Tirando a Ema, que tem o cérebro menor do que o olho e outros animais retardados pela sua natureza, toda a teia alimentar é definida quando o assunto é a refeição; uns são herbívoros, outros carnívoros e ponto final. Experimente jogar sangue na água do mar e, ao ver o tubarão se aproximar, jogue uma bacia de alface com tomate. Não só ele não vai comer como desconfio que pulará em cima do barco para te pegar,pela afronta. Em outro extremo, ofereça um pedaço de bife ou uma costela no bafo a uma girafa. Claro que a reação da pescoçuda de boa índole será muito mais branda que a do tubarão, mas com certeza ela negará (Em caso de se perguntar o porquê de eu ter usado uma girafa como exemplo, lembre-se que se usasse uma vaca eu ainda estaria cometendo o crime de oferecer a costela de um parente à coitada.). Tendo isso em mente, não consigo entender como a espécie humana pode acreditar que precise comer de tudo para ter saúde. Não que eu ache que as pessoas devam escolher entre ser herbívoros ou carnívoros, muito pelo contrário; pra mim, a resposta é óbvia: Somos carnívoros predadores. Nascemos para comer carne e nossa inteligência pode nos trazê-la sem maiores complicações. Há milhares de anos que não precisamos caçar e o mais perto que chegamos da luta pelo alimento é a briga pelas coxas do frango assado no almoço com a família. Porém, nossa fisiologia continua quase a mesma e temos as mesmas necessidades. Nossos dentes são feitos para cortar carne, nosso estômago não consegue processar saladas e o cheiro de coisa doce ou gordurosa é respondido pelo nosso corpo com saraivadas de saliva. Uma herança bizarra e cruel? Pode ser, mas não nos cabe discutir nosso legado, apenas aceitá-lo. Apesar dessas evidências, vivemos na era da conscientização; na geração saúde, onde um prato de cupim é deixado de lado por algumas berinjelas. Nutricionistas, médicos e todo um rol de pessoas estudadas e inteligentes dizem todos os dias que devemos sim comer salada para, talvez, vivermos mais. Comigo não é diferente, tenho uma irmã médica e em todas as refeições que fazemos juntos sou compelido amigável e simpaticamente a comer algumas folhas de alface e rodelas de tomate. De vez em quando não faz mal, reconheço, mas quando estou sozinho sempre passo longe da parte verde do almoço. Quer dizer, quase sempre, pois se tem uma coisa que odeio mais do que salada, é deixar de comer alguma coisa que veio junto com o prato que eu paguei; me sinto fazendo desfeita e com isso eu não consigo conviver.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tenho grandes problemas para arrumar lugares para almoçar. Quando se trata da hora do almoço no serviço então, nem se fala. No meu primeiro emprego já cheguei a ficar toda a minha hora de almoço rodando pelas ruas ao redor do prédio, colocando defeitos em todos os lugares e voltar pra trabalhar com fome. Já passei inclusive cerca de três meses comendo somente no Mcdonald´s por não saber aonde ir. Hoje em dia não é mais assim e quase não existem critérios para escolha do local para o almoço, mas confesso que ainda tenho algumas manias.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Alguns dias atrás me sentei à mesa de uma padaria, pedi o cardápio e escolhi o filé a parmegianna. Por ser a minha primeira refeição no local, considerei esse prato um bom ponto de referencia no que diz respeito à qualidade da comida, pois de Filé à Parmegianna eu me gabo de entender. Contudo, uma pergunta feita pela garçonete me fez vacilar: “ O senhor quer qual salada?” Temendo ser ridicularizado pela garçonete por não conhecer os tipos de salada fiz a pergunta que me pareceu mais natural “ Quais as opções?” Eram duas: Alface, tomate e cenoura e a outra de maionese com ervilha, cenoura e um monte de outras coisas. Escolhi a primeira. Cerca de dois minutos após ela me deixar, voltou com meu refrigerante, um pratinho com a dita salada e uma cestinha com um pão francês. Contente com a agilidade do serviço eu enchi meu copo de refrigerante e esperei pela segunda parte do almoço, que conteria meu filé. Para meu desespero, ele demoraria algum tempo para ficar pronto e naquele instante eu me vi sozinho com aquela salada e pãozinho. Afim de não parecer um doido que fica olhando para a comida e não faz nada, eu peguei meu garfo, espetei uma folha de alface e meti na boca... Surpresa! estava com gosto de papel, mais do que de costume, o que me deu a idéia de que talvez estivesse destemperada, coisa que eu não tinha a mais vaga idéia de como fazer. Perguntar para a garçonete estava fora de opção, sob pena de ser tratado como um retardado pelo resto do almoço. O que me restou, enfim, foi analisar o que tinha na mesa e usar de acordo com meu bom gosto. Encostados no canto havia um saleiro, um paliteiro e duas garrafinhas: azeite e vinagre. Sem saber qual deles era usado para temperar, decidi usar um pouco de cada e rezei a Deus para não ter uma diarréia. Peguei o pãozinho, cortei metade, abri no meio, coloquei uma folha de alface, uma rodela de tomate, coloquei azeite, vinagre e sal e dei uma mordida. Nem de longe foi a coisa mais gostosa que eu já comi, mas já não tinha gosto de papel e descia razoavelmente bem. Terminado o pão, as últimas folhas e pedaços de tomate com cenoura desceram somente com um aumento substancial na dose dos temperos e empurradas com goladas vigorosas de coca-cola gelada. Não consigo confessar como fiquei feliz quando vi a bandeja terminada, embora tenha terminado com a garrafinha de refrigerante inteira para tirar o excesso de sal da minha boca.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E nesse momento chegou o Filé!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-6625397638453630751?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/6625397638453630751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=6625397638453630751' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/6625397638453630751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/6625397638453630751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2008/01/salada.html' title='Salada'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/R4ViDlzQdeI/AAAAAAAAABY/rJak3o_1NiE/s72-c/alface.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-6522003376193447185</id><published>2007-12-29T16:22:00.000-08:00</published><updated>2007-12-29T16:28:02.638-08:00</updated><title type='text'>Natal e Papai Noel</title><content type='html'>Sei que o natal já passou há alguns dias e que é meio tarde para relembrar de histórias como a que eu vou escrever, mas o fato é que meu relógio biológico geralmente trabalha meio atrasado e eu só paro para refletir sobre as coisas quando me dá na telha, quando reflito. Deixando de lado aspectos puramente técnicos como o calendário, me ponho a relatar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca parei pra pensar sobre o que achava do natal. Desde pequeno não passava de um dia em que a família se reunia, trocava presentes e esperava dar meia noite para comer peru. Mesmo a figura intrigante do Papai Noel não me levava a nenhuma indagação. Embora fosse obviamente estranho um velhinho vir uma vez por ano vestido em roupas de frio no meio do verão e me entregar presentes somente por eu ter mandado uma carta para o Pólo Norte, eu aceitava aquilo com muita naturalidade e até sentava no colo do individuo, com um sorriso que não caberiam na boca, se não fosse pela falta de dois dentes da frente que demoraram mais do que deveriam para crescer. Depois de crescido e descoberto que na verdade a figura mítica vestida de vermelho e com grossas barbas brancas que eu sentava no colo todo ano era um dos meus tios, que os presentes era meu pai que comprava e que na verdade o natal correspondia ao dia que Jesus nasceu em Belém, ao invés de me revoltar contra o sistema, chutar meus tios na canela e perguntado o que raios era o Papai Noel, eu simplesmente deixei de lado a questão e me foquei em coisas mais práticas, como abrir os presentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tudo na vida que não se encaixa, um dia as duvidas finalmente vêm à tona e durante um jantar com meu pai me lembro de ter perguntado o porquê do culto à figura do Papai Noel, o que ele me respondeu: “ Papai Noel não é uma pessoa; o velhinho de barba branca e roupa vermelha  é só uma representação de uma idéia de fraternidade, solidariedade e amor.”. Confesso que na época, com cerca de 15 anos de idade e nenhum conhecimento de mundo, eu simplesmente engoli a explicação sem mastigar e pus uma pedra no assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novas reflexões sobre o natal só me vieram á cabeça anos mais tarde, após diversas transformações drásticas na minha vida e no modo como eu a via. Com cerca de 20 anos, após celebrar o natal com meus irmãos, eu me encaminhava à casa da minha avó  e fiquei com a incumbência de dar de presente uma garrafa decorativa que com nada se parecia. Durante o percurso do metrô vazio às 8 da noite da véspera de natal, eu fiquei pensando na vida, nos natais passados e principalmente pra quem eu daria aquela garrafa esquisita. Lá chegando e após cumprimentar os mais de 40 presentes, eu chamei minha tia de canto e pedi ajuda no assunto delicado da garrafa, o que ela me respondeu de pronto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Dá pra sua avó!&lt;br /&gt;E eu:&lt;br /&gt;_Nem ferrando, a vó vai me bater com ela!&lt;br /&gt;E então veio a frase que me fez refletir por bastante tempo:&lt;br /&gt;_ Sua avó vai adorar. Não porquê a garrafa é bonita ou feia, se serve ou não para alguma coisa; ela vai adorar, porquê você vai dar. Não é o presente em si, mas sim o fato de você ter se lembrado dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso em  mente, entreguei o pacote para a minha avó, que abriu um sorriso enorme e disse que a garrafa era linda e que ela iria colocar na estante. Confesso que na hora fiquei um tanto pasmo e não acreditei muito no que ela disse; achava que ela tinha dito para me agradar, mas depois vi que realmente ela tinha gostado e a garrafa está até hoje na estante dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que depois disso eu entendi o que meu pai me explicara a tanto tempo durante o jantar e que eu levei anos processando: O natal é uma festa de celebração do amor universal, comemorado no dia do nascimento daquele que foi o maior exemplo em demonstrar esse sentimento sublime: Jesus Cristo. Descobri também que o natal se transformou com o tempo em uma data de consumismo e que os velhos valores de solidariedade e amor são expressos da maneira correta apenas por um numero mínimo de pessoas, que sabem o verdadeiro valor dessa celebração. Porém, mesmo depois de velho, as únicas coisas que eu consegui aprender sobre o mito do Papai Noel  foram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – Que é um instrumento poderosíssimo para fazer meu sobrinho se comportar, pelo menos na época do natal&lt;br /&gt;2 – Que a roupa dele é vermelha por causa da Coca-Cola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto ninguém sabe me explicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz Natal a Todos. Atrasado, eu sei, mas fazer o quê?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-6522003376193447185?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/6522003376193447185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=6522003376193447185' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/6522003376193447185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/6522003376193447185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2007/12/natal-e-papai-noel.html' title='Natal e Papai Noel'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-6596851034040915245</id><published>2007-12-22T12:35:00.000-08:00</published><updated>2007-12-22T13:16:48.704-08:00</updated><title type='text'>Natal, Shopping e amigo secreto</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/R21-mVzQddI/AAAAAAAAABQ/_Y3O3xY_og0/s1600-h/noel.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146909146306606546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/R21-mVzQddI/AAAAAAAAABQ/_Y3O3xY_og0/s320/noel.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Ultimo sábado antes do natal, você sabe que não terá mais tempo para comprar presentes pra seus amigos, familiares e para aquele amigo secreto que colocaram seu nome. Ao entrar no Shopping, o desânimo já toma conta. Como uma manada de selvagens, centenas de pessoas perambulam de um lado para o outro arrastando sacolas e crianças, vendedores ficam na porta falando todos juntos procurando captar clientes, um papai Noel visivelmente de saco cheio, auxiliado por duas moças em trajes mínimos, tira foto com uma criança no colo a cada dois minutos contados de modo a dar vazão para a fila, enorme, claro. A fim de sair daquele inferno o mais rápido possível, você traça seus objetivos e estratégias para cumpri-los. Não será fácil ou divertido, mas terá que ser feito.&lt;br /&gt;O primeiro objetivo é tirar dinheiro no caixa eletrônico. Da entrada do shopping até os caixas são 3 lances de escada rolante e uma fila com aproximadamente 6 pessoas que nunca vão aprender a usar rapidamente um caixa automático. Você não consegue entender como uma pessoa consegue demorar mais que dois minutos nessa operação, mas elas conseguem. Cada um demora uma média de 4 a 6 minutos, o que significa que você perderá meia hora antes mesmo de começar a sua missão. Depois de enfrentada essa crise pré-missão e já com o dinheiro no bolso a idéia é conseguir matar o máximo de presentes em uma mesma loja. Claro que cada pessoa tem um gosto e demorar as vezes na escolha é inevitável, mas antes perder uma hora em uma loja escolhendo produtos do que três entrando de loja em loja sem saber o que fazer. Roupas são sempre presentes fáceis e o melhor a se fazer é entrar em uma loja de estilo básico. Estilo segmentado costuma dar merda! Ao entrar na loja seja claro, direto e objetivo com o vendedor: “Quero uma camiseta masculina preta, tamanho M, em uma faixa de preço de 40 a 60 reais”. Obviamente ele te mostrará umas 500, todas muito parecidas, mas mesmo assim você já ganhou algum tempo por ter direcionado seu pedido e com certeza a escolha não será tão difícil. Se tiver criança pequena para presentear, você tem um grande problema. Lojas de brinquedos na ultima semana antes do natal são simplesmente intransitáveis e toda a paciência que você estava lutando para resguardar será perdida. O mais indicado é comprar pela internet, apesar das taxas de sedex, mas se não tiver outro jeito e você tiver que entrar nesse maldito estabelecimento para comprar alguma coisa, tente não se desesperar. Entre sabendo o que quer, lojas de brinquedo no natal não são para pessoas indecisas. Se quer um carrinho, saiba qual o modelo, cor e marca. Se é uma boneca, saiba se é aquela que fala ou a que pula. Detalhes simples como esses salvam a vida. Não conte com a ajuda das vendedoras, 98% delas são debiloides, talvez por demasiada exposição ao choro das crianças ou às perguntas imbecis dos pais, que geralmente não tem idéia de como se pronuncia o nome dos brinquedos que seu filho quer.&lt;br /&gt;Antes de sair de casa, almoce. Todo mundo que vai ao shopping gosta de lanchar e a praça de alimentação estará algo parecido com a bolsa de valores. Se bater a fome, coma um salgado na padaria do outro lado da rua depois que sair. Melhor morrer de gastrite do que de stress.&lt;br /&gt;Depois de comprar tudo que deveria, gastar mais do que poderia e se cansar de ouvir o povo dizendo “ Feliz natal e um ótimo ano novo”, você faz uma checagem mental para ver se não faltou nada, se lembrou de todos os amigos e familiares e finalmente chega à conclusão que sua missão está terminada e em tempo recorde e pega o caminho do ponto de ônibus. Já no meio do trajeto de volta, com o colo abarrotado de sacolas, tentando ler um livro com os solavancos insuportáveis e nauseantes do coletivo, você põe a mão na cabeça, assusta a mulher do lado com o “merda” pronunciado alto, se lembra que não comprou o presente do amigo secreto e acaba comprando qualquer coisa depois na rua.&lt;br /&gt;Por isso ninguém gosta do que ganha no amigo secreto.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-6596851034040915245?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/6596851034040915245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=6596851034040915245' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/6596851034040915245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/6596851034040915245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2007/12/natal-shopping-e-amigo-secreto.html' title='Natal, Shopping e amigo secreto'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/R21-mVzQddI/AAAAAAAAABQ/_Y3O3xY_og0/s72-c/noel.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-1605607845911133678</id><published>2007-12-02T15:59:00.000-08:00</published><updated>2007-12-02T16:05:02.528-08:00</updated><title type='text'>O Play do Lula</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/R1NIHvD-frI/AAAAAAAAABA/jddZ7vR6x4c/s1600-R/tv.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139530897489297074" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/R1NIHvD-frI/AAAAAAAAABA/dmwxVDu4Kgo/s320/tv.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;O futuro chegou! A nossa televisão de todo dia agora conta com transmissão padrão digital, em alta definição de imagem e som. Com um controle simbólico em mãos, o presidente Lula deu o “play” no futuro e transformou este dia em um marco na história brasileira, assim como fez Assis Chateaubriand nos anos 50. Porém, tão simbólico quanto seu controle e seu marco histórico, assim como fez Chatô, Lula deu seu “play” para ninguém. Ou quase ninguém.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Ao ser iniciado em São Paulo, um estado de 11 milhões de pessoas, o sinal digital efetivamente chegou para menos de mil habitantes, que são os possuidores de HDTV´s e Plasmas. Para eles, o futuro hoje anunciado já havia chegado, pois quem pode ter uma HDTV também pode dispor de um serviço de TV por assinatura, com padrão digital. Aqueles a quem interessa uma melhor resolução ainda não puderam fazer uso, e talvez nem conseguirão em tão curto prazo. Para se receber o novo formato de transmissão, as TVs devem conseguir “entender” o sinal que está chegando para poder transformá-lo em som e imagem. Como mais de 90% das televisões do país são analógicas e não “entendem” o sinal digital, os interessados deverão comprar um “decodificador” para ensinar aos seus aparelhos como receber programação digital. O preço desse “decodificador” ainda não foi fixado, mas os jornais noticiam algo em torno de 200 a 700 reais. Levando-se em consideração que o salário mínimo no Brasil é de R$ 380, o preço está um tanto salgado. Na cerimônia do “play”, o presidente disse que dessa ótica financeira o governo já se ocupou e que haverá um apoio por parte do BNDES (&lt;a href="http://cd.wrs.yahoo.com/_ylt=A0geuo6kPlNHkYQAOWXb7Qt.;_ylu=X3oDMTExbTV0dDR1BHNlYwNzcgRwb3MDMQRjb2xvA2FjMgR2dGlkAwRsA1dTMQ--/SIG=11cdtrv5k/EXP=1196724260/**http:/www.bndes.gov.br/"&gt;Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social&lt;/a&gt;) aos varejistas, algo em torno de R$1 bilhão, para incentivar o povo a comprar o conversor e ter em suas casas a TV do futuro. É um número expressivo, mas para um país com 170 milhões de habitantes, esse incentivo talvez não seja grande coisa e o preço do conversor a primeiro momento continue acessível à massa.&lt;br /&gt;Como no lançamento da televisão colorida, a TV digital por enquanto estará disponível para o povo apenas nas vitrines das lojas e chegará às suas casas apenas depois de a elite já ter algo melhor. Como aconteceu com o CD, o DVD e a telefonia celular, a nova televisão chegará às mãos dos menos favorecidos quando ela não for mais novidade, ou quando não tiver outra opção. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Alguns especialistas dizem que o grande “boom” da digitalização ocorrerá com a transmissão das olimpíadas de Pequim no próximo ano, mas não acho que o povo brasileiro seja fanático por olimpíadas a ponto de isso acontecer. Se ao contrário disso, fosse instituído que o “brasileirão” do próximo ano só poderia ser assistido por quem tivesse TV com recepção digital, eu acreditaria sem sombra de dúvidas que a indústria não conseguiria suprir o mercado por conta da demanda, mas por conta de uma olimpíada do outro lado do mundo eu duvido.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Cara ou não, acessível ou não, a partir desse 2 de dezembro de 2007 a TV digital de uma maneira ou de outra se tornou uma realidade; e como Chateaubriand, o presidente deu o pontapé inicial em um jogo que ainda não se mostrou emocionante, mas tem visual bonito, som de cinema e com certeza vai dar o que falar! &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-1605607845911133678?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/1605607845911133678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=1605607845911133678' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/1605607845911133678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/1605607845911133678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2007/12/o-play-do-lula.html' title='O Play do Lula'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/R1NIHvD-frI/AAAAAAAAABA/dmwxVDu4Kgo/s72-c/tv.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-5808491174347015340</id><published>2007-11-29T18:39:00.000-08:00</published><updated>2007-11-29T18:41:31.563-08:00</updated><title type='text'>Sobre meninos e tartarugas</title><content type='html'>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Lendo o texto sobre orientação vocacional no blog do Fábio, me dei conta de como vocação é uma coisa engraçada. No texto, ele escreve como sempre quis ser jornalista e que escolher a profissão que ia seguir nunca foi dúvida. Achei muito legal, porque sempre achei que deve ser muito bom crescer já sabendo seus objetivos e o que vai ter que fazer para alcançá-los. Diferente dele, eu nunca soube muito ao certo o que queria da vida e nem do que gostava. Lembro-me de uma vez, quando ainda era criança, conversar com o meu pai sobre estudar “oceanografia” e ele dizer que era muito legal, mas o mercado era pequeno. Eu não tinha idéia do que era “mercado”, apenas achei fantástica a foto utilizada na época pela universidade que oferecia o curso, que mostrava um mergulhador, um recife e uma tartaruga. Pra mim “oceanografia” era mergulhar com tartarugas. Quem ia me pagar pra fazer isso eu não tinha a mínima idéia e sinceramente não me importava. Já um pouco maior, me lembro de outras conversas com meu pai, onde ele me sugeria estudar direito, ser um juiz ou um advogado tributário, pois é uma profissão que dá muito dinheiro. Na época me pareceu fantástico, pois ser juiz pra mim significava poder prender os outros e embora não tivesse nem uma vaga idéia do que significava ser um “tributarista”, pelo nome eu já julgava uma coisa importante. Depois de um tempo, descobri que para ser um bom advogado, a pessoa precisa gostar de ler e saber escreve, o que me deixou muito frustrado, pois não gostava muito de ler e era péssimo nas aulas de gramática (A professora Maria Andrade que o diga!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A época do vestibular chegou e eu ainda não tinha uma idéia certa do que queria fazer. Lembrava-me das conversas que tive com meu pai quando era mais garoto e apesar de ainda não saber escrever muito bem, eu já adorava ler e achava que isso bastava para me dar bem em direito. Com isso em mente, fiz o vestibular para o curso e comecei na universidade muito empolgado com o novo ambiente. Descobrir ser parcialmente verdadeira a lenda de que é preciso gostar de ler para estudar Direito. Na verdade, não é preciso gostar, é preciso ter paciência e atenção, pois não são leituras para se apreciar. Até ai tudo bem, sempre tive paciência para ler e realmente ia razoavelmente bem nas provas, mas depois de oito meses tive um primeiro estalo de que talvez estivesse indo para o lado errado. Na época ignorei, achava que era por conta do currículo puxado, aulas e leituras cansativas e por isso deixei de lado. As férias estavam chegando e eu teria tempo para descansar e voltaria com todo o gás.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse meio tempo, comecei a trabalhar em um escritório de advocacia onde pude ver de perto qual é o dia-a-dia de um profissional de Direito. Foi um lugar onde aprendi muito e onde ainda trabalham pessoas que admiro muito pela inteligência e perfeccionismo. Porém, tanto no trabalho quanto na faculdade eu sempre percebi que não era e nem pensava como a maioria. Dentro de sala, eu tinha amizade apenas com apenas cinco pessoas, em uma sala de cento e vinte. Ao contrário da minha maneira de ser, a maioria era muito séria e reservada. No trabalho, eu era o único a esquecer de fazer a barba todo dia e ter que ser lembrado disso pelo chefe. Também era o único nesses lugares que achava que juízes não eram deuses e por isso não deveriam ser venerados como tal, coisa que eles adoram. Depois do primeiro semestre do segundo ano decidi que aquilo tinha que parar, pois não agüentaria a vida toda usando terno e gravata e fazendo a barba todo dia. Nesse ponto eu sabia o que eu não queria, o que era uma grande coisa, mas ainda não sabia o que queria, o que era um problema. Comecei então a pensar em qual profissão eu me daria bem, levando em consideração que eu gostava muito de ler e já escrevia razoavelmente bem, apesar de não gostar. Eu sabia que o tempo estava passando e que eu teria menos de um semestre para decidir, mas já havia perdido dois anos e não queria perder mais um. Pensei inclusive em parar por um ano e avaliar o que queria, mas isso também ficou fora de questão. Um dia conversando com meu primo, ele me contou que tinha muita vontade de fazer jornalismo, que achava muito legal e nesse momento tive um estalo: Jornalismo! é isso!&lt;br /&gt;Daí pra frente foi convencer minha família de que isso era o que eu queria, pois todos diziam que esse é um mercado pequeno e difícil para um profissional se destacar, mas como na época da Oceanografia e da tartaruga, mais uma vez eu me peguei me lixando para o mercado. Eu queria estudar jornalismo e assim seria! Assim foi!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Comecei a três anos atrás e não lembro nem uma vez de ter me arrependido. Conheci pessoas maravilhosas, vivi coisas incríveis e cultivei uma extrema paixão por escrever, embora ainda não tenha uma extrema competência para tal. Somente duas lembranças me vêm à cabeça quando penso se estou no caminho certo: A primeira vez que vi uma matéria publicada com meu nome e a primeira vez que recebi uma credencial de imprensa. Nesses dois momentos eu tive que me segurar para não deixar cair nenhuma lágrima e ser chamado de veado pelos meus amigos do serviço, que achavam aquilo corriqueiro. Com o tempo eu também passei a achar cotidiano ver meu nome no expediente, publicar matérias assinadas por mim e receber credenciais de imprensa, mas como tudo na vida, na primeira vez foi especial. Tanto é, que ainda tenho guardada minha primeira credencial junto à minha carteira de motorista.&lt;br /&gt;Essas coisas foram definitivamente importes para me mostrar que tomei o rumo certo, apesar do desvio. Porém, a coisa que mais me deixou mais feliz durante esses três anos que faço jornalismo, é não precisar fazer a barba todos os dias!                                                                         &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-5808491174347015340?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/5808491174347015340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=5808491174347015340' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/5808491174347015340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/5808491174347015340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2007/11/sobre-meninos-e-tartarugas.html' title='Sobre meninos e tartarugas'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-3565066769716296406</id><published>2007-11-28T14:18:00.000-08:00</published><updated>2007-11-28T14:36:14.318-08:00</updated><title type='text'>Public Speaking</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/R03r5CB8NcI/AAAAAAAAAA4/osvVfjC-Cyc/s1600-h/palestra.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5138022114929685954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/R03r5CB8NcI/AAAAAAAAAA4/osvVfjC-Cyc/s320/palestra.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Falar em público pra mim é um suplicio. Geralmente não sou uma pessoa envergonhada ou tímida, mas toda vez que sou chamado à frente de qualquer platéia com mais de dez pessoas meu organismo se recusa a trabalhar com eficiência, o que se traduz em uma série de embaraços.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A perdição começa no momento que sou chamado. O sangue parece que some das pernas e que eu estou prestes a ter uma gangrena, pois não consigo caminhar em linha reta ou velocidade constante. Fico meio galopante e torto. Sempre procuro sentar na ponta da fileira quando sei que vou ter que levantar, pois sempre que estou nessa condição fico apavorado com o risco de tropeçar nas pernas dos sentados e acabar deitado no colo de alguém. Meus braços e mãos são outros pontos onde não posso ter confiança, pois ao contrário dos mímicos, políticos e professores de história, eu nunca sei o que fazer com eles quando quero me comunicar em público. Parece que transformam em apensos inúteis do meu corpo, que não fariam a menor falta se pudessem ser desconectados naquele momento, para serem reintegrados depois. O que me sobra é a fala. Por obra de Deus, da genética e do destino, minha cabeça é proporcionalmente grande ao conteúdo que ela pode armazenar e meu vocabulário é muito bom. Porém, a mesma sinapse cerebral que me faz andar torto e balançar os braços, também faz com que minha dicção trabalhe com apenas 20% da capacidade total, o que na prática significa que eu começo a gaguejar desde o momento em que dou boa noite.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Uma vez na frente de todos, respiro fundo e tento encontrar algum lugar para me encostar, de modo a aliviar um pouco a tremedeira e o corpo mole. Para quem assiste, deve ser cômica a cena de um rapaz encostado na lousa, com suor brotando aos litros pelas têmporas e rindo de nada, como a hiena mais idiota do seu bando. Já tentei usar algumas técnicas que um ou outro amigo disse que usava nesses momentos como, por exemplo, focalizar uma pessoa na platéia e fingir que está dizendo tudo somente pra ela, de modo a aliviar a pressão. Confesso que a idéia me pareceu boa da primeira vez, mas desisti um minuto após começar a utilizá-la pois tive a nítida impressão que estava parecendo um cego, com os olhos vidrados. O Jeito é tentar parecer o mais natural possível, não me movimentar muito e me focalizar no que estou dizendo. Impossível! Segundos após ter começado a falar eu noto que alguém está com o nariz sujo, a calça aberta ou algo do gênero, o que me faz com que eu me perca no meio das frases ou comece a falar mais devagar, como se sofresse de algum distúrbio cromossômico.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Geralmente o pânico só passa quando ouço as palmas. Nesse momento parece que o sangue voltou a circular, deixando raciocínio, coordenação motora e dicção razoavelmente em ordem. Nesse momento, apenas uma frase pode me fazer voltar ao estado de catalepsia cerebral:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;“Eu tenho uma pergunta Flávio!”&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-3565066769716296406?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/3565066769716296406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=3565066769716296406' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/3565066769716296406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/3565066769716296406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2007/11/public-speaking.html' title='Public Speaking'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/R03r5CB8NcI/AAAAAAAAAA4/osvVfjC-Cyc/s72-c/palestra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-1688275352647301363</id><published>2007-11-23T05:36:00.001-08:00</published><updated>2007-11-23T05:46:17.956-08:00</updated><title type='text'>Sementes do futuro</title><content type='html'>Ser professor é uma atividade que exige paixão, mas ser professora de maternal exige coragem. Tomo como exemplo a escola onde meu sobrinho passa o dia. A impressão que tenho é que dos muros pra dentro, aquele estabelecimento é uma espécie de Faixa de Gaza onde mais de 15 mini-terroristas disputam palmo a palmo quem consegue enlouquecer primeiro a professora. Me lembro da única oportunidade que tive de ver esse circo montado. Em um sábado no horário de almoço, fui informado pela minha irmã que meu sobrinho iria “apresentar um trabalho” na escolinha e que ela não poderia comparecer e se eu poderia fazer o favor de levar e acompanhar a apresentação. “Claro”, disse eu, e por ai a saga começou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começar, a semelhança física com meu sobrinho faz com que todos pensem que eu sou o pai e me olhem com aquela típica expressão de quem diz “viu só? Não usou camisinha, é nisso que dá”. Não que eu me importe, mas juntos, nós dois viramos praticamente atrações de circo, vigiados o tempo todo pelos outros pais, que desconfio até tapam os olhos das suas crias para que não vejam o suposto mau exemplo. A confusão continua com as coordenadoras, mas elas geralmente são simpáticas com o "pai de primeira viagem".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de entrar na sala, percebi que eu era o único “pai” que não estava com uma máquina fotográfica. Todos os outros tinham e não paravam de fotografar um segundo sequer. Tinha um inclusive, que tinha uma máquina fotográfica enrolada em uma mão e uma filmadora na outra. Com aquele mar de “flashs” em cima das crianças, eu não sabia o que fazer e uma das professoras percebendo isso veio me mostrar os trabalhos que meu sobrinho realizou durante o bimestre. Não sei se é a falta de vocação pra paternidade, mas confesso que tive que me mostrar bem mais empolgado do que estava, pra isso segui o exemplo dos outros pais:  Peguei o meninão no colo e fiz um monte de perguntas sobre o boneco com cabelo de grama que ele montou. Claro que ele não respondeu nenhuma, pois as professoras devem ter feito 80% do serviço, mas o ato serviu para me integrar ao ambiente. Depois de alguns minutos as professoras chamaram a atenção dos presentes, dizendo que iriam iniciar a apresentação. Fomos todos para o fundo da sala, onde tinham alguns vasinhos e regadores de plástico alinhados. O trabalho consistia em enfileirar as crianças em frente aos vasos e dar-lhes uma semente, que seria plantada enquanto elas falavam uma frase mais ou menos assim: “Com essa semente, novas arvores vão nascer e no futuro vão crescer”. Simples, bonito e teoricamente rápido. As professoras então posicionaram as crianças e eu fiquei no canto, ao lado de uma das coordenadoras para não atrapalhar as máquinas fotográficas e ter uma visão privilegiada do espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A apresentação começou e as crianças à medida que recebiam as sementes, na mesma hora as colocavam no vaso sem esperar pelo aviso e a professora tinha  que dar outra e explicar que tinha que ficar segurando. Depois da décima criança, eu percebi uma certa revolta no rosto da coordenadora, mas fiquei na minha. Depois de uns 20 minutos ela finalmente consegue deixar todos os alunos com sementes nas mãos e então pede que eles coloquem nos vasos e repitam a frase que eles ensaiaram. O balanço foi esse: Das 20 crianças, 10 colocaram a semente no vaso e não falaram nada. 3 falaram, mas não colocaram a semente no vaso. 7 não colocaram a semente no vaso e nem falaram nada. No meio desse último grupo estava meu sobrinho. Tentando dar um ar bem humorado à cena, eu me virei para a coordenadora e falei “ Houston, we have a problem!”. Não sei se ela não entendeu, ou se entendeu e pensou que eu estava fazendo pouco do método de ensino da escola, mas de qualquer forma, ela ensaiou um sorriso amarelo, disse algo como “tinha que ver no ensaio, eles fizeram direitinho”, saiu do meu lado e foi para o lado do pai com a máquina fotográfica e a filmadora, que provavelmente estaria ocupado demais para fazer qualquer piadinha com ela. Na segunda tentativa as coisas foram muito melhores: 13 a 7 para as professoras e em respeito às 7 crianças que não se dobravam ao sistema, entre elas meu sobrinho, eu comentei com a mãe que estava do meu lado,: “ viva la revolución”. Ela também não entendeu e eu senti a necessidade de aprender novas piadinhas que fossem mais coerentes com esse novo mundo.  Não houve uma terceira tentativa para o trabalho. Vencidas pelo cansaço, as coordenadoras sorriram todas amarelo para os pais babões e relembraram com orgulho do ensaio, botando a culpa pelo fracasso em algum suposto embaraço das crianças de falar em público. Terminado o trabalho eu rapidamente cheguei ao ouvido do meu sobrinho e falei “vamos pra casa?”, o que ele respondeu com um sorriso de cumplicidade. Lembrando-me então da época que meu pai ia às minhas reuniões de escola e não queria ouvir dos professores que eu era um vagabundo, eu cheguei à professora do meu sobrinho e disse com uma cara de chateado: “ Professora, infelizmente a gente não pode ficar, porque a mãe dele está trabalhando e eu tenho uma viagem marcada para as 4 da tarde.” Ela fez uma cara de tristeza e se virou para cumprimentar  meu sobrinho, mas ele já estava fora da sala me chamando. Como um bom pai eu dei a mão para a professora, fiz uma cara de “Essas crianças”, peguei a mão do meninão e passei novamente pelo corredor para ser discriminado pelos outros pais, trazendo na mão o boneco de grama e uma dúzia de cartazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que venha a festa de natal&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-1688275352647301363?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/1688275352647301363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=1688275352647301363' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/1688275352647301363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/1688275352647301363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2007/11/sementes-do-futuro.html' title='Sementes do futuro'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-8422488807767793243</id><published>2007-11-21T18:03:00.000-08:00</published><updated>2007-11-21T20:16:59.981-08:00</updated><title type='text'>A entrevista</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/R0UBuyB8NbI/AAAAAAAAAAw/qQcV1PTLctk/s1600-h/entrevista.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5135512853301441970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="164" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/R0UBuyB8NbI/AAAAAAAAAAw/qQcV1PTLctk/s320/entrevista.bmp" width="258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O despertador toca às 6, você tem que estar em um lugar de São Paulo que você nem conhece às 8 e de maneira nenhuma pode se atrasar. Levanta, toma um banho pra tirar a cara de travesseiro, escova os dentes e coloca o uniforme, composto de camisa e calça sociais e um sapato, come um pedaço de pão e deixa sua casa com a mente focada na missão que está por vir: Uma entrevista de emprego.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Escrito em um papelzinho no bolso está o endereço da empresa, nome da entrevistadora e os nomes dos dois ônibus que você vai ter que pegar para chegar lá. Por mais sonolento que esteja, afinal fazia tempo que você não sabia que existia vida antes das 10, você não irá dormir no ônibus, pois pode errar o ponto de descida do ônibus e perder o horário. Quando finalmente, uma hora depois, você chega à empresa, você está trinta minutos adiantado no horário e já sobe confiante de que cairá nas graças da entrevistadora por ter sido mais que pontual. Infelizmente o que se verifica depois é que você está competindo com um bando de desesperados que provavelmente dormiram na porta do prédio. O próximo passo é avaliar a concorrência. Até ali sem problemas pois você está competindo com um cara de ”All Star” e barba por fazer e outro que está vestido exatamente como você, que é inclusive até parecido. Ou seja, se continuar naquele páreo, suas chances são grandes. De canto de olho você percebe que o hippie pegou uma “contigo” e o seu sósia o caderno de esportes do jornal de ontem pra ler e você, para não ficar por baixo e até sair com alguma vantagem, você pega uma “veja”, faz cara de entendido e finge que está lendo o furo de reportagem do século esperando que a entrevistadora entre naquele momento e tome nota, o que não acontece. Passados alguns minutos do horário marcado, você vê entrar uma menina de aparentemente 17 anos, vestida para um show de pagode, que não sabe nem pra qual vaga é a entrevista e resolve perguntar a você. Com um meio sorriso você se mostra um bom cidadão e explica, já marcando a loirinha como carta fora do baralho. Já se passaram quinze minutos desde as 8:00 e a entrevistadora aparece sorridente dizendo para esperarmos um pouco mais pois ainda faltam alguns candidatos que devem estar presos no trânsito. Todos em uníssono respondem com o sorriso mais simpático que conseguem fazer as 8 da manhã: “claro, sem problemas”. Entediado com a espera, você puxa papo com a loirinha, que está com cara de quem ainda não descobriu o que foi fazer lá. Descobre que ela mora longe, acabou de começar a faculdade e que a experiência anterior dela no mercado de trabalho foi vendedora no shopping. Ela provavelmente perguntará as mesmas coisas pra você e você dirá de modo educado e humilde que mora em um bairro mais próximo de lá “aqui do lado”, estuda a mais tempo “estou quase terminando” e que tem tanta experiência em jornalismo que se o Willian Bonner um dia passasse mal, a Globo te ligaria correndo. Além de abalar psicologicamente e ganhar a simpatia da loirinha, você deixará no ar para os outros candidatos, que estão com certeza ouvindo, um sinal de que é uma pessoa difícil de ser batida. Depois de dois candidatos entrevistados, abrem a porta da salinha e você está anotando o MSN da loirinha, mas rapidamente se vira e identifica o vulto da entrevistadora acompanhada de um rapaz. Ela chama seu nome e quando você se levanta pra sair e enfrentar a mulher, entra o ultimo candidato: Um jovem vestindo um terno sob medida, provavelmente um “Hugo Boss”, e com cara de inteligente. Você prefere pensar que ele foi pra lá pra comprar o escritório e não pra se candidatar a nada, mas não tem tempo para averiguação e vai para a sua entrevista sabendo que tem naquele rapaz, um oponente de peso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sentado em frente à entrevistadora você tenta se mostrar o mais a vontade possível e sorri o tempo todo. Fala dos seus antigos empregos e quanto aprendeu com eles, responde de imediato quando ela pergunta se você aceita a mixaria que eles oferecem para arrancar o seu couro “Sim, claro”, mostra que sabe fazer de tudo e que o que eventualmente não souber aprenderá depressa, pois é alguém de garra e fibra. O tormento só acaba quando você ouve “Então é isso Flávio. Nós entraremos em contato.”. Antes de sair você ainda tenta dar uma ultima olhada nos outros candidatos, mas passa muito rápido pela saleta onde eles estão e não consegue ver ninguém. Dalí, só te resta ir pra casa e esperar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dias depois, sem ter recebido ligação nenhuma e conversando pelo MSN com a loirinha, que você descobre que estava na entrevista sem saber nada por que havia sido indicada de última hora pela recepcionista da empresa, você descobre também que entre o seu sósia e o Hugo Boss, quem agora trabalha como estagiário na empresa é o Hippie.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Maldito jornalismo!&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-8422488807767793243?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/8422488807767793243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=8422488807767793243' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/8422488807767793243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/8422488807767793243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2007/11/entrevista.html' title='A entrevista'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/R0UBuyB8NbI/AAAAAAAAAAw/qQcV1PTLctk/s72-c/entrevista.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-5616466817970886555</id><published>2007-11-20T17:38:00.000-08:00</published><updated>2007-11-20T17:56:20.609-08:00</updated><title type='text'>Valeuu</title><content type='html'>Acho que a parte mais legal de se montar um blog, flog ou coisa do tipo, não é nem a de poder divulgar suas idéias, por mais "não lineares" que elas sejam, como as minhas, mas a interatividade que por natureza esse tipo de comunicação sugere. Desde que comecei a "blogar", houveram críticas, dicas e elogios a esse espaço e isso me deixou muito contente. Quem me conhece sabe o quanto gosto de escrever, embora nem sempre tenha a competência necessária para isso. Por isso, quero agradecer quem está dando força, lendo e comentando, tanto por aqui quanto por msn, os resultados das minhas horas de brisa em frente ao micro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vlww e até amanhã!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-5616466817970886555?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/5616466817970886555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=5616466817970886555' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/5616466817970886555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/5616466817970886555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2007/11/valeuu.html' title='Valeuu'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-8291619101118185410</id><published>2007-11-19T20:40:00.000-08:00</published><updated>2007-11-19T20:49:13.612-08:00</updated><title type='text'>Boa Forma</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/R0JmSyB8NaI/AAAAAAAAAAo/c9y3FR-8vgY/s1600-h/magra.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134778998009378210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/R0JmSyB8NaI/AAAAAAAAAAo/c9y3FR-8vgY/s320/magra.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Folheando as revistas que minha irmã assina, tenho impressão que as pessoas acham que gente gorda é doente. Em todas as chamadas de capa tem algo como “PERCA 7KG EM UMA SEMANA”, “XÔ BARRIGUINHA”, “ O FIM DOS PNEUZINHOS SEM ACADEMIA”. Tudo para mostrar que você não precisa ser um gordo triste, pode ser uma pessoa magrinha, que todos vão amar. Estamos no auge da era “gordicida” e ninguém com IMC acima de 25 sairá ileso. O primeiro sinal foi Arnold Schwarzenegger ser eleito governador da Califórnia e quando for presidente da maior potência do planeta, o ex-fisiculturista se tornará novamente o exterminador e irá atrás de qualquer célula adiposa que se colocar em seu caminho. Seguindo a tendência, o Brasil elegerá a Solange Frazão como a primeira presidenta do país e o programa “café com a presidenta”, produzido pela Radiobrás, será destinado à aulas de abdominais e receitas de Shakes dietéticos. Haverão políticas sociais de conscientização, passeatas pelos regimes e a herbalife se tornará uma religião. Daí em diante, as padarias serão obrigadas a vender pão sem miolo, doceiros serão perseguidos e torturados e a cotação da lata de doce de leite se equivalerá a um barril de petróleo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A indústria da moda já vem se preparando há tempos para essa nova geração. Vi em um filme que o 38 é o novo 40 e o 36 o novo 38. As modelos se aproximam cada dia mais da perfeição em seu trabalho, que é parecer um cabide e as pessoas sentem que podem ficar parecidas com elas passando 14 dias trocando o almoço por uma fatia de abacaxi. E pra quem não gosta de abacaxi, existem as empresas de estética que sugam a sua barriga com um aspirador e parcelam o serviço em até 36 vezes, uma verdadeira democratização da beleza. Pra quê ser feio e gordo se você pode ser esbelto e belo por módicos meses de recuperação e anos de pagamento?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Corra e escolha logo o plano que melhor se ajustar ao seu corpo e couber no seu bolso, pois o tempo urge, o verão está chegando e do jeito que as coisas andam, você pode estar correndo o risco de ser expulso da praia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-8291619101118185410?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/8291619101118185410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=8291619101118185410' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/8291619101118185410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/8291619101118185410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2007/11/boa-forma.html' title='Boa Forma'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/R0JmSyB8NaI/AAAAAAAAAAo/c9y3FR-8vgY/s72-c/magra.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-8692381113345024890</id><published>2007-11-19T05:13:00.000-08:00</published><updated>2007-11-19T05:25:52.576-08:00</updated><title type='text'>Novidade</title><content type='html'>Como ja comentei anteriormente, não sou exatamente uma pessoa antenada com novas tecnologias, levo tempo para me adaptar com coisas novas e com essa página não foi diferente. Ainda estou trabalhando no Layout do Blog e tentando colocar coisas novas sempre. É um processo lento e gradual, mas aos poucos tudo vai se acertando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de fuçar por cerca de uma hora nas opções de Layout e configurações, finalmente consegui achar um espaço para colocar meus blogs e sites favoritos. Por enquanto, são poucos, apenas dos meus amigos de facul e outros que acompanho sobre automobilismo, além do site olhares.com, sobre fotografia, que eu sempre entro para dar uma olhadinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que gostem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-8692381113345024890?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/8692381113345024890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=8692381113345024890' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/8692381113345024890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/8692381113345024890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2007/11/novidade.html' title='Novidade'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-1492375280881562591</id><published>2007-11-18T16:45:00.000-08:00</published><updated>2007-11-19T05:38:41.539-08:00</updated><title type='text'>Futebol</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Viver no Brasil e não gostar de futebol é um crime não previsto no código penal, mas punido severamente pela sociedade como se fosse uma condição “sine qua nom” para qualquer cidadão que queira ostentar a sua nacionalidade. O modo de coerção utilizado pelo povo para punir quem não se identifica com o esporte é a segregação. A menos que você saiba pelo menos as cinco primeiras posições na tabela do campeonato vigente e o resultado dos dois últimos jogos do seu time do coração, você jamais conseguirá acompanhar os rumos das conversas do buteco que sua turma freqüenta e muito menos ter qualquer nível de amizade com o tiozinho da padaria onde você compra pão e leite toda manhã. Pode parecer bobagem, mas não saber responder com precisão quando ele comentar “E o Corinthians hein?” pode te custar pães mais torrados do que você pediu, uma demora monstruosa para fatiar a mussarela e uma careta do padeiro, que com certeza vai achar que você é palmeirense e não respondeu com boa vontade por que seu time está na zona de rebaixamento e com o volante suspenso para a próxima rodada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu caso o problema é ainda maior, porque além de não gostar de futebol, ainda sou louco por corridas de carro, principalmente F1. Não é um gosto tão estranho se levarmos em consideração que na Coréia as pessoas comem cachorros, mas a impressão que eu tenho quando comento com alguém a minha paixão é justamente essa: Que acabei de narrar em detalhes meu banquete de São Bernardo, acompanhado de um Pinsher de sobremesa. Ninguém entende. E o que é pior: quem acaba constrangido no final das conversas sou eu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uns dois meses, eu entrei no mercadinho da frente da minha casa decidido a fazer o senhor do caixa, que deve ter uns 50 anos, se sentir tão idiota quanto eu me sinto todos os dias. Para isso, entreguei-lhe as mercadorias que ia comprar e antes que ele pudesse comentar qualquer coisa sobre o “brasileirão”, eu comentei com uma cara de vencedor algo como “e a Ferrari hein? Que vitória!”. Para meu azar, ao contrário da cara de pastel que eu normalmente faço, ele simplesmente me olhou com o maior ar de desinteresse do mundo e disse: “Eu não vi filho, deu R$7,00, vai querer sacolinha?”. Sai de lá praticamente depressivo, me sentindo um verme pela esnobada e um burro por nunca ter pensado naquela resposta tão simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior do que os que não se interessam, são aqueles que fingem interesse por solidariedade e quando me vêem com a camiseta da Ferrari, se apressam em dizer que o Barrichello é a maior vergonha que o Brasil já teve no esporte e que, além do Ayrton Senna, nenhum outro brasileiro prestou. Pra terminar, emendam a clássica: “Na época do Senna que era bom, dava graça de assistir”. Nessa hora normalmente eu só concordo com um meio sorriso e mudo de assunto. Não que eu não concorde que o Ayrton seja o melhor piloto que o mundo já tenha visto, pelo contrário, sou fã incondicional e discuto energicamente a favor disso (geralmente sozinho, claro) mas o que me incomoda é que a única coisa que todo mundo lembra da F1...é o Senna! Como no futebol, onde tivemos o Pelé, mas também tivemos e temos outros excelentes jogadores. Nenhum me passa pela cabeça agora, mas o exemplo foi só pra ilustrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente de quatro em quatro anos eu me sinto verdadeiramente brasileiro: Na copa do mundo. Torço, grito, xingo o juiz e falo mal da narração do Galvão Bueno como um verdadeiro fanático. Arrisco inclusive alguns comentários técnicos sobre táticas, como o momento certo pra trocar o meio campo ou se o Ronaldinho deveria estar jogando mais atrás, para ajudar os alas. Em situações como essa, só tem uma coisa sobre a qual não me permito opinar e que tenho certeza que jamais na minha vida eu vou descobrir:&lt;br /&gt;O que diabos faz um volante?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-1492375280881562591?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/1492375280881562591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=1492375280881562591' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/1492375280881562591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/1492375280881562591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2007/11/futebol.html' title='Futebol'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1876752638210286796.post-7755551103707323933</id><published>2007-11-17T19:22:00.000-08:00</published><updated>2007-11-17T19:32:57.486-08:00</updated><title type='text'>Eu tenho medo de baratas!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/Rz-yCyB8NXI/AAAAAAAAAAM/M2Vq5s6Yuag/s1600-h/barata.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134017861085050226" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 208px; CURSOR: hand; HEIGHT: 134px" height="201" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/Rz-yCyB8NXI/AAAAAAAAAAM/M2Vq5s6Yuag/s320/barata.bmp" width="278" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Sei que sou homem e que para honrar as cuecas que visto não deveria jamais fazer uma confissão como essa, mas é a pura verdade. Acredito que no reino animal não exista inseto mais sádico que a barata. Furtivas, elas se escondem nas sombras, aparecem do nada e te pegam nos momentos em que você está mais desprevenido, para logo depois sumirem novamente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Já tive milhares de encontros desastrosos com esses seres e tenho as cicatrizes para provar. Como no dia em que estava no banho, justamente enquanto lavava meu cabelo, permanecendo de olhos fechados e senti um caminhar leve sobre o meu pé. Sem tempo para pensar, com sabão nos olhos e tão ágil quanto qualquer homem sedentário de 70kg, eu rapidamente saltei e ensaiei um “low kick” com minha perna invadida, que bateu contra a parede do Box. Por conta de um leve erro de cálculo na rota de aterrissagem, somado ao agravante de resíduos de “Shampoo” no chão molhado, minha perna de apoio escorregou para frente, a outra perna ainda tentou chamar pra si a responsabilidade pelo equilíbrio, mas já era tarde demais. O choque com o chão do banheiro parecia inevitável, mas não era a pior parte da cena. Naquele momento, meu maior medo era cair em cima da barata, que provavelmente ainda estaria ali, uma vez que a porta do Box estava fechada. Para que isso não acontecesse, em milésimos de segundo, eu estiquei meus braços e usando de toda a minha envergadura corporal, consegui me agarrar com uma mão ao registro de água do chuveiro e com a outra à saboneteira parafusada na parede, que infelizmente não agüentou e cedeu, aumentando a carga do meu peso apenas no outro braço, que por sua vez girou com violência o registro, aumentando a vazão e causando o esfriamento imediato da água sobre o meu corpo ainda meio ensaboado. Por um dos insolúveis mistérios da fisiologia humana, ao ser atingido com um golpe de água gelada meu corpo pareceu adquirir vida própria e em uma série de movimentos que nem eu sei ao certo como foram realizados, em tempo recorde eu já me encontrava sentado na outra ponta do banheiro, ao lado da privada, avaliando os destroços da ex-saboneteira e pensando como a vida é curta e em como de uma hora as coisas podem ficar difíceis.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A barata sumiu, é claro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1876752638210286796-7755551103707323933?l=desceotra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desceotra.blogspot.com/feeds/7755551103707323933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1876752638210286796&amp;postID=7755551103707323933' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/7755551103707323933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1876752638210286796/posts/default/7755551103707323933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desceotra.blogspot.com/2007/11/eu-tenho-medo-de-baratas.html' title='Eu tenho medo de baratas!'/><author><name>Flávio Faria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08439285312278948705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/SYDUFLaFklI/AAAAAAAAAFE/OdLgLDBTkuw/S220/Fl%C3%A1vio.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Rht2u3dvFJo/Rz-yCyB8NXI/AAAAAAAAAAM/M2Vq5s6Yuag/s72-c/barata.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
